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31 de janeiro de 2014

Soneto do Sem Direção

Soneto do Sem Direção

Quando vir de algum lugar
Ou Ir para algum lugar
Saiba que querendo ou não
Sozinho sempre vai estar

Perdido e sem destino
Como o vento em toda rosa
Vai para onde é direcionado
Podendo ou não ser apreciado.

Como sozinho vou estar
Como sozinha vai ficar
Como nós vamos pensar?

Eis que em toda solidão
Não sei para onde ir
Mas me parece que me resta apenas à escuridão!


Por : Douglas Emanuel ( Tenebrarium)


30 de janeiro de 2014

Soneto da Insanidade

Soneto Da Insanidade

Para que o tempo passe
Que vem junto à debilidade
E que o mesmo tempo repasse
Quando a sanidade se for.

Louco seria eu;
Louco seria você;
Para que quando o tempo se for
A insanidade atingirá a todos.

Seria você
Mas na verdade sou apenas eu;
Insanidade como te vencer?

Está na minha cabeça;
Ou no meu coração
Essa insanidade da minha razão?


Por: Douglas Emanuel (Tenebrarium)


29 de janeiro de 2014

Dúvidas



DÚVIDAS

Certo Dia
Traço mais um caminho
Para minha monotonia diária,

Caminhando com passos cansativos
A luz do sol ofusca meus olhos
Sinto meu corpo enfraquecido,

Serei eu mais uma das criaturas da noite
Ou apenas um mero humano com problemas
Essa duvida me preocupa e perturba minha mente,

Tento então me abrigar entrando em sombras...
Sombras quase sem utilidade, inúteis a certo ponto...
Logo então chego a meu destino de monotonia,

Horas passam e tomo rumo à minha casa
Tendo o dia ofuscante...
Se tornado noite acalmante,

Sinto-me revigorado com tal escuridão
Podendo caminhar sem preocupação
Percebo então que faço parte da noite,

Logo me pergunto outra vez
Serei eu mais uma das criaturas da noite
Ou apenas um mero humano com problemas?


Por: Douglas Emanuel (Tenebrarium)


1 de janeiro de 2014

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.

Fotografias estranhas, mal focadas e com crianças de aparência no mínimo assustadoras. É assim que poderíamos definir a série de fotografias que inspirou o escritor e cineasta Ransom Riggs a escrever o livro entitulado O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.

Certamente aquilo que mais chama atenção no romance de Riggs é justamente o uso das fotografias. Conhecidas como Snapshots estas fotografias tendem a ser espontâneas e de pouca ou nenhuma qualidade artística. Embora o termo seja pouco conhecido para o público geral certamente a maioria de nós que costuma assistir, com certa frequência e entusiasmo, filmes ambientados em mansões vitorianas com uma atmosfera sinistra já se deparou em algum momento com tais imagens.

O interesse do autor vem da época em que ainda criança costumava acompanhar sua avó às lojas de troca de objetos de segunda mão na Flórida onde frequentemente o jovem Riggs revirava caixas das já mencionadas fotografias snapshots.

Mas a estranheza não pára por aí. Certa vez Riggs achou uma fotografia que lhe lembrava de uma garota por quem ele se apaixonara na infância. A fotografia então passou a ficar na cabeceira de sua cama até o dia em que ele decidiu observar melhor a fotografia e descobriu no verso da foto uma descrição que informava sobre o destino daquela garota e foi assim que ele descobriu que aquela garota morrera aos 15 anos de leucemia. Tal descoberta o levou a perceber que convivia todo aquele tempo com um fantasma.


Mais uma boa notícia vem da Sétima Arte, pois há previsão de que para meados de 2015 estreará uma adaptação para o cinema da obra de Ransom Riggs com a direção de ninguém menos do que Tim Burton.
Aliás, levando em consideração a estranha natureza da obra de Riggs não poderia haver um nome melhor para tal direção do que a de Tim Burton o que levanta a curiosidade quanto aos atores escolhidos para o elenco.










26 de outubro de 2011

Clark Ashton Smith

Fotografia de Clark Ashton Smith
feita em 1912
Clark Ashton Smith foi poeta, escultor, pintor, escritor dos chamados contos fantásticos, de terror e ficção científica. Nascido em Long Valley, Califórnia. Clark A Smith nasceu em 13 de janeiro de 1893 e morreu em 14 de agosto de 1961. Ele tem sido lembrado por sua obra literária e de sua participação nos Mitos de Cthulhu, além de ter compartilhado com Howard P. Lovecraft e Robert E. a parceria na revista Weird Tales.

Smith passou a maior parte de sua vida na pequena cidade de Auburn, Califórnia, vivendo em uma cabana com seus pais, Fanny e Timeus Smith. Os três formaram uma família da classe trabalhadora pobre. Sua educação foi muito limitada, só ia para a escola por oito anos.
No entanto, ele continuou a estudar em solidão após deixar a escola, aprendeu francês e espanhol , graças à sua memória fotográfica conseguiu reunir uma quantidade incrível de conhecimento de muitas leituras, que incluiu várias enciclopédias e dicionários.

Poesia e Pobreza

Smith começou a escrever histórias com a idade de onze anos e duas delas, "The Sword of Zagan" e "The Black Diamonds" foram recentemente publicadas. A Idade Média, As Mil e Uma Noites, os irmãos Grimm e Edgar Allan Poe foram as maiores influências de seus primeiros contos.
Durante sua juventude, Smith foi o protegido do poeta de São Francisco, George Sterling que ele conheceu durante a leitura de um de seus poemas em Auburn Monday Night Club, onde Smith recitou seus poemas com grande sucesso. Sterling ajudou a publicar seu primeiro volume de poesia: "The Star-Treader and Other Poems" , com dezenove anos. The Star-Treader foi muito apreciado pela crítica, mesmo um deles disse que Smith foi "o Keats do Pacífico." - Em uma referência à John Keats, poeta romântico londrino considerado o ùltimo dos poetas românticos da Inglaterra e o mais jovem à morrer -.  Quando publicou o seu segundo volume de poesia, Ebony e Crystal, em 1922, Clark A Smith recebeu uma carta de um fã: HP Lovecraft. A partir desta carta começou a sua amizade, que durou quase 15 anos sem ao menos terem se visto pessoalmente.
Smith foi realmente pobre boa parte de sua vida tendo de trabalhar em muitos empregos para comer e sustentar sua família: picar frutas, cortar madeira, trabalhar em alvenaria ... Após a morte de seus pais se casou com ​​Carol Jones Dorman em 10 de novembro em 1954 e se mudou para Pacific Grove, Califórnia, onde construiu uma casa para si e seus filhos. 

Embora Smith fosse um artista que trabalhou em muitas disciplinas diferentes (pintura, escultura, poesia, contos) podemos distinguir três fases distintas, onde a arte predomina sobre os demais.

Poesia: até 1925

Ilustração baseada no ciclo mitológico
Hiperbórea
história publicada pela revista
Weird Tales.

Smith publicou quase todos os seus livros de poesia neste período, além dos dois mencionados acima também publicou Odes and Sonnets (1918) e Sandalwood (Sândalo) (1925).

Weird Tales: 1926 - 1935

Durante esse tempo, Smith escreveu a maioria de suas histórias nos Mitos de Cthulhu inspirado por HP Lovecraft. Algumas criaturas de sua invenção foram: Aforgomon, RLIM-Shaikorth, Mordiggian, Tsathoggua, "o assistente de Eibon" e muitos outros.
Além de escrever histórias para os mitos cthulhu também participou ou criou muitos outros ciclos mitológicos: Averoigne, Hiperbórea, Marte, Poseidonis, Xiccarph e Zothique.
Suas histórias aparecem em numerosas revistas da época, dentre elas: Weird Tales, Strange Tales, Astouding Stories, Stirring Science Stories e Wonder Stories.

Escultura: 1935 - 1961
Desde 1935 seu interesse pela literatura começa a decair e passa a dedicar a maior parte de seu tempo à escultura.




Alguns de seus contos são mencionados abaixo.

Ilustração do conto
"The Tale of Stampra Zeiros"
publicado pela revista
Weird Tales

"The Last Incantation" — Weird Tales, junho de 1930

"A Voyage to Sfanomoe" — Weird Tales, agosto de 1931

"The Tale of Satampra Zeiros" — Weird Tales, novembro de 1931

"The Door to Saturn" — Strange Tales, janeiro de 1932

"The Planet of the Dead" — Weird Tales, março de 1932

"The Gorgon" — Weird Tales, abril de 1932

"The Letter from the Mohaun" (under the title of "Flight into Super-Time") — Wonder Stories, agosto de 1932

"The Empire of the Necromancers" — Weird Tales, setembro de 1932

"The Hunters from Beyond" — Strange Tales, outubro de 1932

"The Isle of the Torturers" — Weird Tales, março de 1933

"The Light from Beyond" — Wonder Stories, abril de 1933

“The Empire of the Necromancers"

faz parte do ciclo Zothique representa uma terra
em uma época diferente, onde a feitiçaria domina um
mundo pré-industrial, e a forma dos continentes
é desconhecida e muito diferente.

Zothique é diferente no sentido de que é definido
num futuro distante e não no passado: é efetiva-
mente pós-apocalíptico.
"The Beast of Averoigne" — Weird Tales, maio de 1933

"The Holiness of Azedarac" — Weird Tales, novembro de 1933

"The Demon Of the Flower" — Astounding Stories, dezembro de 1933

"The Death of Malygris" — Weird Tales, abril de 1934

"The Plutonium Drug" — Amazing Stories, setembro de 1934

"The Seven Geases" — Weird Tales, outubro de 1934

"Xeethra" — Weird Tales, dezembro de 1934

"The Flower-Women" — Weird Tales, maio de 1935

"The Treader of the Dust" — Weird Tales, agosto de 1935

"Necromancy in Naat" — Weird Tales, julho de 1936

"The Maze of Maal Dweb" — Weird Tales, outubro de 1938

"The Coming of the White Worm" — Stirring Science Stories, abril de 1941 

19 de agosto de 2011

Divulgação do livro Mercurius

Um jovem descobre que sua família guarda segredos antigos; um homem foi morto e outro está desaparecido. Envolvido em uma teia de filosofias antigas, seres do Mundo Outro e provavelmente caçadores que se alimentam de sangue, ele luta para saber quem é e o que deve fazer.

Esta é uma sinopse de Mercurius  escrito por Afonso Jr. Ferreira de Lima a quem já dediquei outra postagem há algum tempo. Para todos aqueles que apreciam contos nacionais esta é mais uma dica.

Mercurius

de

Afonso Jr. Ferreira de Lima


Primeira Parte


Pobre diabo,
que hás-de tu dar-me? (...) Tens iguarias
que não matam a fome; oiro que fulge,
mas que igual ao mercúrio, escapa aos dedos (...)
O que eu preciso,
se o tens, são frutos a pender de copa
sempre frondosa, e que antes de apanhados
não tenham já por dentro o podre e os vermes.
Goethe, Fausto.

Afonso Jr. Ferreira de Lima
Pensei: “Adormeço”... Agora eu estava em um trem, tentando fugir para a fazenda do meu avô, no sul, de alguma coisa que nem eu sabia o que era. Como se todo o mundo fosse escuro, sombrio, silencioso e estivesse envolvido nas sombras da noite. A paisagem, um cinza frio que transformava árvores secas, pedras pontiagudas e pássaros solitários em uma grande ruína abandonada. Nuvens pesadas pareciam prestes a atacar com raio e tempestade.
O que eu vira? Estava atacando uma mulher? Haveria mesmo seres que se alimentavam de sangue? Eu lia desde criança histórias sobre cadáveres descobertos intactos em suas tumbas, terra revirada sobre os túmulos, caixões encontrados abertos, unhas e cabelos que crescem depois da morte, corpos com sangue na boca e famílias que morreram logo após a partida de um ente querido. Meus desenhos estranhos assustaram professoras sucessivas.
Não ajudava a humilhação diária que sofria, “sabetudo”, “filhinho-de-papai”, “bicha”, “rato-de-biblioteca”, porque, além de calado, não gostava do futebol. “É rico, mas não tem mãe” - uma garota falou uma vez. Sorte ter um amigo, Jonas – bem inteligente. Eu sempre tive uma imaginação indomável, mas dizia agora a mim mesmo: “há um limite”. Minha psicóloga achava que eu era ao mesmo tempo adulto demais e fugia para a fantasia para evitar as dores da realidade. Que realidade?
Lorde Kevin, o grande industrial amigo de meu pai, era para mim uma figura assustadora: desde criança eu imaginava vê-lo ao lado de minha cama, na minha janela ou pousado na árvore à frente de meu quarto, em uma espécie de realidade paralela na qual eu tentava me mover e não podia. 

Afonso Jr. Lima, 2011 - Clube de Autores
ALGUNS LINKS PARA O AUTOR
 Alguns Contos, de 2006.


Dramaturgia Contemporânea.
http://www.dramaturgiacontemporanea.com.br/artigos.php?art=1&autor_id=58


Cronópios - Contos:
http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=5078

http://hqdapaz.blogspot.com/


10 de julho de 2011

Lançamento do Livro Vampiros e Outros Assassinos

Lorde Kevin

"Londres estava, como sempre, cheia de lama e fog. Damas inocentes, velhos ambiciosos, crianças famintas, carros luxuosos de nobres arrogantes. Ah, a Era Vitoriana! Eu buscava um homem rico, filantropo, inteligente o bastante para tirar da África não mais escravos, mas ouro e marfim. Eu vira a ambição do império romano, as guerras feudais, mas os homens continuavam me surpreendendo.

Ele descera na Trafalgar Square e, como sempre, às quintas, descia até o Green Park, depois contornava o Hyde Park em direção ao Ravenscourt Park (adoro aquele cemitério). Aquele senhor elegante, escondido pela névoa, contratava de preferência senhoras e crianças para as máquinas de tecido, eram mais dóceis. Era um homem da nova indústria, a glória das ferrovias, minas e da navegação que tornavam o mundo caça de um predador. Ele acharia uma prostituta e a mataria, ou não. Agora EU era o predador. 

As famílias dormiam no lixo, embebedavam-se para sobreviver ao frio; este homem retornava sereno ao seu lar, onde Lady distribuía a todos a beleza e a adequação de sua classe. Eu, de alguma forma, sentia um desejo especial desse sangue, infeliz e miserável, porque eu, que vivera muitos séculos, estava entediado quanto à riqueza. Para mim, a vida não tivera jamais sentido algum e eu pensara já muitas vezes em derramar todo o sangue dos vivos, por prazer. “Para a América!”, como um niilista de Dostoiévski dando um tiro na cabeça. Mas eu era um imortal e adorava brincar. O medo da morte era o mais divertido.  

As rodas de ferro passavam ao nosso redor fazendo grande barulho. Enquanto passávamos pelo Albert Memorial eu tive uma iluminação. Enquanto as boas almas ensinavam aos ricos como fazer caridade e aos pobres como “livrar-se da preguiça”, eu iria conquistar a alma do mundo. Tudo que eu precisava era de um país nascente, uma potência – ele achara uma mulher no parque – e, de preferência, alguém que tivesse a Herança.
Eu os matei entre as árvores e tomei um transatlântico para o Brasil."

Lançamento: "Vampiros e outros assassinos" -  Amostra grátis em:
http://www.amazon.com/dp/B0054JJ6V6


Kindle for PC grátis - http://www.baixaki.com.br/download/kindle-for-pc.htm 
E tem ainda "Nas Trevas", no Nerdescritor :)
http://www.onerdescritor.com.br/2011/06/nas-trevas/  

10 de abril de 2011

Charlaine Harris

Charlaine Harris é natural de Tunica, mississipi, nasceu em 25 de novembro de 1951 é uma escritora norte-americana. Atualmente vive no sul de Arkansas com seu marido, três filhos, três cães e um pato.
Depois de manter alguns empregos de baixo nível, ela teve a oportunidade de ficar em casa e escrever e duas de suas histórias dessa época foram publicadas pela Houghton Mifflin. Fechada sobre a tendência de escrever séries de mistério, ela logo escreveu sua tradicional história sobre uma bibliotecária da Geórgia, Aurora Teagarden, onde sua primeira história recebeu uma nomeação ao Agatha. Já a procura de um novo desafio acabou criando uma série mais sinistra, Lily Bard, em que uma heroína que sobreviveu a um ataque terrível está aprendendo a conviver com essas conseqüências, situado em Shakespeare, Arkansas. Charlaine também tem uma outra heroína com uma estranha habilidade. Harper Connelly, atingida por um raio e estranha, ganha a vida com a ajuda de seu estranho dom de encontrar cadáveres.

Quando Harris reparou que nenhuma dessas séries iria detonar com o mundo literário, ela acabou por se decidir em escrever o livro que ela sempre quis escrever. A série The Southern Vampire Mysteries (As Crônicas de Sookie Stackhouse) ou (Sangue Fresco)  não é um mistério tradicional, nem ficção científica pura ou romance; rompeu as fronteiras do gênero por apelar para uma vasta audiência que simplesmente gostam de desfrutar de uma boa aventura. Cada livro de sua série fala sobre Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata em Louisiana, amiga de vampiros, lobisomens e diversas outras criaturas estranhas, sempre atraindo mais leitores.
Os livros falam de uma cidade fictícia em Louisiana, onde Sookie Stackhouse vive e trabalha. A garota é incomum de muitas formas, a mais singular é seu dom de telepatia. No mundo de Sookie, um sangue sintético criado por japoneses permitiu aos vampiros se apresentarem à sociedade mundial. No entanto, nem todos os aceitam, e uma série de questões políticas é levatada. Em meio a tudo isso, Sookie conhece Bill Compton, um vampiro que se muda para sua cidade. Um relacionamento entre os dois é iniciado e isso trará uma infinidade de consequências para a vida da jovem.
Na série Southern Vampire Mysteries, Harris desenvolve uma mitologia detalhada e alternativa que aproxima os seres sobrenaturais dos humanos. No início da série, os vampiros foram os primeiros a vir ao conhecimento público. Demais seres sobrenaturais, como lobisomens, metamorfos e outros, existem, mas não se revelam até mais tarde na história.


Além de escritora, Charlaine Harris é a última diretora sênior da Igreja
St. James, membro da diretoria da Mystery Writers of America, membro
do último conselho da Sisters in Crime, membro da American Crime
Writers League, e ex-presidente da Arkansas Mystery Writers Alliance.

Página oficial de Charlaine Harris em inglês:  

Downloads:

Fontes:
MVA's Blank II:  http://michellevieiramva.blogspot.com/2009/10/download-de-livros-southern-vampires.html;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlaine_Harris;


31 de março de 2011

Bernardo Guimarães


Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, no dia 15 de agosto de 1825. Quatro anos depois, muda-se com sua família para Uberaba, onde cursou a escola primária. Posteriormente, completa a instrução secundária em Campo Belo e Ouro Preto.
Ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1847, tardiamente, aos 24 anos. As letras jurídicas não eram a sua vocação, tanto que foi reprovado na prova de conclusão de curso e, para receber o diploma de bacharel, precisou fazer uma “segunda-época”, espécie de recuperação, vindo a receber o título apenas no ano seguinte.

No meu aniversário
[...]

Amigo, o fatal sopro da descrença
Me roça às vezes n'alma, e a deixa nua,
E fria como a laj em do sepulcro;
[...]

Ah! tudo é incerteza, tudo sombras,
Tudo um sonhar confuso e nebuloso,
Em que se agita o espírito inquieto,
Até que um dia a plúmbea mão da morte
Nos venha despertar,
E os sombrios mistérios revelar-nos,
Que em seu escuro seio
Com férreo selo guarda a campa avara.
 
Foi no ambiente acadêmico que Bernardo Guimarães consolidou sua vocação para a literatura. Lá, reuniam-se escritores como José de Alencar e Alvarez de Azevedo, de quem Bernardo se tornou amigo íntimo. Esse ambiente era marcadamente festivo, literário, boêmio e estava grandemente influenciado pelas idéias do romantismo, movimento artístico que se iniciou na Europa e se desenvolvia no Brasil desde 1838, movimento esse que dava vazão aos sentimentos e emoções do indivíduo, à popularização da produção artística e à valorização dos elementos característicos da cultura nacional.

Publicou seu primeiro livro de poesias, “Cantos de solidão”, em 1852, no mesmo ano que recebeu o título de bacharel em Direito. Não teve, entretanto, grande sucesso, pois os poemas eram de caráter satírico e erótico, incompatíveis com o gosto literário da época.

A partir de 1869, Bernardo Guimarães começou a se destacar como escritor de prosa de ficção, com a publicação do romance "O Ermitão de Muquém", cujo enredo é contado em quatro pousadas por um companheiro de viagem. Três anos depois publicou duas de suas principais obras: "O Seminarista" e "O Garimpeiro". A consagração e a popularidade do escritor vieram à tona com a publicação do romance "A Escrava Isaura", em 1875, em meio a efervescente campanha abolicionista.


Faculdade de Direito do Largo de São Francisco
por volta da época em que Bernardo Guimarães
lá estudou
 O escritor é conhecido na nossa literatura como o contador de “casos”, já que a característica mais importante de seus romances é o tom coloquial que imprime à narrativa. Reconhecemos neles a influência do ambiente e costumes sertanejos, onde as histórias são contadas “à soleira de um rancho ou ao redor de uma fogueira, para passar o tempo”. Com relação ao “conteúdo dos casos”, os fatos são dispostos de maneira tão surpreendente que se tornam dignos de serem narrados e interessantes de serem ouvidos, de maneira que o leitor se sente “preso” à narrativa.

Bernardo Guimarães conseguiu adequar a trama romântica, onde um vilão ou outro obstáculo separa o herói e a heroína, até que se chegue a um final trágico ou feliz, depois de muita aventura e suspense, à realidade que o ambienta, para recriar o modo de vida do sertanejo brasileiro e da região em que ele se situa. O escritor também se preocupou em apresentar o caráter do homem do sertão, enfatizado seus traços psicológicos de tal maneira que chega a se aproximar das características que marcariam o estilo literário posterior, como o realismo e o naturalismo.
Ele veio a falecer em 1884, aos 58 anos. Só muitos anos depois foi que Bernardo Guimarães veio receber as homenagens póstumas. Em 1896, foi nomeado patrono da cadeira nº. 5 da Academia Brasileira de Letras.

Downloads:
A Dança dos Ossos - pdf
A Escrava Isaura - pdf
A Orgia dos Duendes  - pdf
A Origem do Mênstruo  - pdf
Canto da Solidão  - pdf
Histórias e Tradições da Província de Minas Gerais  - pdf
Inspirações da Tarde  - pdf
O Devanear do Céptico  -pdf
O Elixir do Pajé  - pdf
O Ermitão do Muquém  -pdf
O Garimpeiro  -pdf
O Humor e a Ironia em Bernardo de Guimarães  -pdf
O seminarista  -pdf
Produções Satíricas e Bocageanas de Bernardo de Guimarães  - pdf
Rozaura, a enjeitada  - pdf

Fontes:
Autora do texto principal: Paula Perin dos Santos: http://www.infoescola.com/autor/paula-perin-dos-santos/54/

OLIVIERI, Antônio. Um contador de casos. IN: GUIMARÃES, Bernardo. A Escrava Isaura. 20 ed. São Paulo, Ática, 1998.
Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1999.

25 de março de 2011

O Caibalion - Tradição hermética

A palavra Caibalion (ou Kybalion) tem a mesma origem de Cabala (Qabala), e significa revelação ou tradição superior. É um tratado escrito por três filósofos herméticos sobre os sete princípios que regem o universo e são a base da magia. Essas leis demonstram como funciona o universo e como refletem diretamente nos fatos da vida cotidiana. As origens dos ensinamentos do Caibalion, supostamente, estão associadas ao filósofo Hermes.
Acredita-se que a origem de Hermes seja indo-européia, e que teria ensinado a arte da alquimia, astrologia e algumas práticas mágicas, além das bases de Verdades Universais em várias partes do mundo. Conhecido pelos egípcios como Toth e pelos romanos como Mercúrio, Hermes também é chamado de Logos (verbo-de-Deus-feito-carne), e alguns cristãos atribuíram a Jesus algumas de suas características. Também é representado entre os nativos norte-americanos como um corvo, coiote ou lebre. Acredita-se até mesmo que a química, a astronomia e a física surgiram através de suas mãos.
Pitágoras, assim como dizem que os druidas também, era versado nos princípios herméticos. Os romanos acreditavam que os druidas tinham aprendido com Pitágoras sobre hermetismo. Porém, alguns estudiosos encontraram provas de que Pitágoras tinha sido instruído pelas sacerdotisas druidas da Tracia (?). Supõe-se que na Idade Média, Deus reapareceu como Hermes Trimegisto (o Três Vezes Sábio).

Mais algumas informações sobre Hermes Trimagisto e suas obras podem ser obtidas seguindo-se o link acima onde está disponível o download do Caibalion. O download deste e de outros livros também está disponível na página LITERATURA.

22 de março de 2011

Augusto dos Anjos

Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) nasceu na Paraíba no engenho de Pau d’arco, Vila do Espírito Santo. Filho de donos de engenho, ele vivenciou a decadência da antiga estrutura, substituída pelas usinas de cana-de-açúcar. Forma-se em Direito em Recife, mas retorna à Paraíba, indo lecionar Literatura Brasileira em João Pessoa.
Casa-se com Ester Fialho em 1910. Neste mesmo ano, devido a um desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Assim, muda-se para o Rio e passa a ensinar no Colégio Pedro II. No ano seguinte, perde prematuramente seu primeiro filho.
Apesar da vida conturbada, Augusto dos Anjos é um poeta único em nossa literatura. Sua poesia é a soma de todos os “ismos”: sem ser moderno, mas também sem ter somente características simbolistas ou parnasianas, ele é um poeta de transição. Seu único volume de poesias, “Eu” (1912), é uma obra que reflete a superação das antigas concepções poéticas e a busca por um novo caminho.
Há quem diga que o poeta fazia poesia com “bula de remédio” ou com descrições originadas em aulas de Anatomia Humana. Isso se deve ao fato de o poeta adotar o vocabulário das ciências biológicas para falar da morte, da decomposição da matéria, expressando uma versão trágica da existência.

“Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!”
(“O Deus-Verme”)

Através de uma poesia formalmente trabalhada, numa linguagem cientificista-naturalista, ao lado de uma poesia sem rodeios, objetiva, Augusto dos Anjos atingiu uma popularidade incrível. Nela, ele exprimia seu “pessimismo”, sua angústia diante dos problemas pessoais e a incerteza diante de um novo século e uma Guerra Mundial emergente. Daí a constância do tema “morte” e, após ela, nada mais além da desintegração e dos vermes:

“E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!”
(“Idealização da Humanidade Futura”)

Usando de forma inusitada palavras estranhas até então consideradas “inadequadas” para a construção da grande poesia, Augusto dos Anjos criou grandes efeitos sonoros e rítmicos: a musicalidade, um de seus dotes mais admirados, exerce forte influência em nossa sensibilidade. Mesmo talentoso, o poeta falece aos 30 anos, em 12 de novembro de 1914, dez dias após uma forte gripe em Leopoldina, Minas Gerais, onde assumiria a direção de um grupo escolar.

Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!



Abordagem biográfica

O aspecto melancólico da sua poesia, que a marca profundamente, é interpretado de diversas maneiras. Uma vertente de críticos, na qual se inclui Ferreira Gullar, fundamenta a melancolia da obra na biografia do homem Augusto dos Anjos. Para Gullar, as condições de nossa cultura dependente dificultam uma expressão literária como a de Augusto dos Anjos, em que se rompe com a imitação extemporânea da literatura européia. Essa ruptura de Augusto dos Anjos ter-se-ia dado menos por uma crítica à literatura do que por uma visão existencial, fruto de sua experiência pessoal e temperamento, que tentou expressar na forma de poesia. A poesia de Augusto dos Anjos é caracterizada por Gullar como apresentando aspectos da poesia moderna: vocabulário prosaico misturado a termos poéticos e científicos; demonstração dos sentimentos e dos fenômenos não através de signos abstratos, mas de objetos e ações cotidianas; a adjetivação e situações inusitadas, que transmitem uma sensação de perplexidade. Ele compara a miscigenação de vocabulário popular com termos eruditos do poeta ao mesmo uso que faz Graciliano Ramos. Descreve ainda os recursos estilísticos pelos quais Augusto dos Anjos tematiza a morte, que é personagem central de sua poesia, e o compara a João Cabral de Melo Neto, para quem a morte é apresentada de forma crua e natural.



Abordagem psicanalítica

Outros, Como Chico Viana, procuram explicar a melancolia através dos conceitos psicanalíticos. Para Sigmund Freud, a melancolia é um sentimento parecido com o luto, mas se caracteriza pelo desconhecimento do melancólico a respeito do objeto perdido. A origem da melancolia da poesia de Augusto dos Anjos estaria, para alguns críticos, em reflexões de influências politica com os problemas de sua família, e num conflito edipiano de sua infância.

Abordagem bloomiana


Arte tumular sobre a campa de
Augusto dos anjos

A MORTE DE VÊNUS

Velhos berilos, pálidas cortinas,
Morno frouxel de nardos recendendo
Velam-lhe o sono... e Vênus vai morrendo
No berço azul das névoas matutinas!
Halos de luz de brancas musselinas
Vão-lhe do corpo virginal descendo
- Abelha irial que foi adormecendo
Sobre um coxim de pérolas divinas.
E quando o Sol lhe beija a espádua nua,
Cai-lhe da carne o resplendor da Lua
No reverbero dos deslumbramentos...
Enquanto no ar há sândalos, há flores
E haustos de morte - os últimos clangores
Da música chorosa dos mementos!
Há ainda aqueles que tentam analisar a poesia de Augusto dos Anjos baseada em sua criatividade como artista, de acordo com o conceito da melancolia da criatividade do crítico literário norte-americano Harold Bloom. O artista seria plenamente consciente de sua capacidade como poeta e de seu potencial para realizar uma grande obra, manifestando, assim, o fenômeno da "maldição do tardio". Sua melancolia viria da dificuldade de superar os "mestres" e realizar algo novo. Sandra Erickson publicou um livro sobre a melancolia da criatividade na obra de Augusto dos Anjos, no qual chama especial atenção para a natureza sublime da poética do poeta e sua genial apropriação da tradição ocidental. Segundo a autora, o soneto é a égide do poeta e, munido dele, Augusto dos Anjos consegue se inserir entre os grandes da tradição ocidental.



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Eu - pdf


Fontes:

Autora do texto principal - Paula Perin dos Santos:
http://www.infoescola.com/autor/paula-perin-dos-santos/54/

http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Augusto+dos+Anjos&ltr=a&id_perso=252

ANJOS, Augusto dos. Toda a poesia. 2 ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978.
NICOLA, José de Nicola. Literatura Brasileira: da origem aos nossos dias. 6 ed. São Paulo, Scipione, 1987, p. 157-159.
TUFANO, Douglas. Estudos de Literatura Brasileira. 3 ed. São Paulo, Moderna, 1985, p. 99.

21 de março de 2011

Mary Shelley


FRANKENSTEIN
Capítulo 3

"A chuva espancava a vidraça. Era uma hora da manhã.
Pus a maquinaria em funcionamento e, ao receber a
descarga de energia, a criatura abriu seus grandes olhos
amarelados. Ao ver que ele tinha… vida, meus olhos se
arregalaram e minha pele se arrepiou. Lembro de ter me
encostado na parede, como se quisesse fugir dali, en-
quanto via a criatura mexer os braços de modo débil.
Em meu pensamento a frase “O que foi que eu fiz?!
O que foi que eu fiz?!” gritava ininterruptamente.

A criatura se sentou na mesa onde estava. Sua pele era
amarela, como a dos cadáveres de alguns dias. Eu havia
escolhido seus membros e selecionado seus contornos
para que ele fosse belo. Seu cabelo era negro, mas estava
todo mal cortado devido a algumas incisões que tive que
fazer na cabeça. Seus dentes eram brancos, mas agora que
sua boca se mexia produzindo sons ininteligíveis, sua den-
tadura parecia desproporcional ao resto do rosto, e o con-
traste com os lábios pretos era repugnante. Quando
a criatura pôs-se de pé, senti um arrepio se alastrar pela
minha coluna, minhas pernas tremiam e tudo o que eu queria
era fugir.

Saí correndo do laboratório. Na ânsia pelo conhe-
cimento eu tinha dado vida a uma coleção de cadáveres. Seu
aspecto era terrível. Quando não tinha vida eu sabia que era
feio, mas pensava que, quando estivesse vivo, o fato de
representar uma revolução científica o fizesse, de certa forma,
mais bonito. Mais uma vez estava enganado. Viva, aquela
criatura era realmente grotesca. Sua aparência era terrível,
capaz de assustar qualquer um."
Mary Wollstonecraft Godwin nasceu em 1797 e faleceu em 1851 deixando apenas um filho e várias obras publicadas, porém, é geralmente lembrada por uma única obra de grande sucesso intitulada: Frankenstein.
Mary Shelley era filha de Mary Wollstonecraft, considerada uma das primeiras feministas e que, infelizmente, morreu dez dias após o nascimento da filha. Ela ficou conhecida pela publicação das obras “A Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792)” e “Os Erros da Mulher”. O pai de Mary Shelley, William Godwin, era jornalista, escritor e teórico anarquista, considerado o precursor da filosofia libertária. Publicou a obra “Uma Investigação Concernente à Justiça Política” (1793) que o tornou famoso e mais algumas obras dentre as quais destacamos “As Coisas Como São” e “As Aventuras de Caleb Williams” (1794).


Retrato de Percy Bysshe Shelley

Percy Bysshye Shelley nascido em Field Place,
Horsham, em 4 de agosto de 1792 e faleceu em 
Mar Ligure, Golfo de Spezia em 8 de julho de
1822. Foi um dos mais importantes poetas român-
ticos ingleses. Shelley é famoso por obras tais
como Ozymandias, Ode To The West Wind, To
a Skylark, e The Masque of  Anarchy, que estão
entre os poemas ingleses mais populares e aclama-
dos pela crítica. Seu maior trabalho, no entanto,
foram os longos poemas, entre eles Prometheus
Unbound, Alastar, or The Spirit of Solitude,
Adonaïs, The Revolt of  Islam, e o inacabado The
Triumph of Life.
The Cenci (1819) e Prometheus Unbound (1820)
são peças dramáticas em 5 e 4 atos respectivamente.
Ele também escreveu os romances góticos Zastrozzi
(1810) e St. Irvyne (1811) e os contos The Assassins
(1814) e The Coliseum (1817).

 
O Funeral de Shelley

(Percy Bysshe Shelley)
 por Louis Edouard Fournier (1889);
 da esquerda para direita Trelawny, Hunt e Byron

Como boa filha de seus pais, Mary publicou seu primeiro poema aos dez anos de idade e aos dezesseis, ousadamente, fugiu de casa para viver com Percy Bysshe Shelley, apenas cinco anos mais velho, mas já bastante famoso poeta romântico que se casara há apenas cinco anos antes com Harriet Westbrook com quem tivera dois filhos. Após o suicídio de Harriet, Mary e Percy se casaram, em 1816 e Mary adotou o sobrenome de seu marido passando a se chamar de Mary Wollstonecraft Shelley.
A fuga de ambos os levou a se encontrar com Lord Byron em Genebra, na Suíça, com quem manteriam bastante contato e que teria sido o responsável por instigar Mary a escrever sua obra mais famosa. Segundo a história, Mary e Percy Shelley, Claire Clairmont e Lord Byron estavam em mais uma de suas reuniões quando Byron propôs a Mary que escrevesse a mais terrível história que pudesse. Encorajada por Percy, um ano depois Mary publicaria sua obra intitulada “Frankenstein, ou Moderno Prometeus” (título completo) com um prefácio, não assinado, dele mesmo e que lograria enorme sucesso.
Mas, ao contrário do que muitos podem afirmar, e do que se tornaram os filmes que, mais tarde, tentariam reproduzir a belíssima história de Mary Shelley, Frankenstein não é uma história de terror. Frankenstein fala da história de um cientista (Victor Frankenstein) que obcecado por tentar recriar a vida, fica horrorizado ao ver que cometera um erro. Em uma certa parte do livro ele chega a refletir sobre sua responsabilidade sobre o que fizera e a criatura à quem dera a vida, e o quão errada é a busca cega e pelo conhecimento.

Em 1822, porém, Mary perderia Percy que morreu afogado na baía de Spezia, próximo a Livorno (Itália). Mary então voltou para a Inglaterra e dedicou-se a publicar as obras de seu marido, sem contudo deixar de escrever.
Algumas obras de Mary Shelley foram “Faulkner” (1937), “Mathilde” (publicada em 1959), “Lodore” (1835), “Valperga” (1823) e “O Último Homem” (1826), considerada pela crítica como sua melhor obra e que teve grande influência sobre a ficção científica. Em “O Último Homem” Mary conta a história do fim da civilização humana e sua destruição por uma praga.

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Frankenstein, ou Moderno Prometeus - pdf

Espanhol
Frankenstein

Inglês
Frankenstein
Proserpine and Midas


Fontes:
http://www.infoescola.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Percy_Bysshe_Shelley

Autora da biografia principal Caroline Faria: http://www.infoescola.com/autor/caroline-faria/4/


12 de março de 2011

Oscar Wilde

Escritor irlandês, nasceu em 16 de outubro de 1854, em Dublin, Irlanda. Faleceu em 30 de novembro de 1900, em Paris. Seu nome completo era Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde. É considerado o maior escritor de língua inglesa do século XIX.
Foi autor de contos, teatro, ensaios e romances. Seu pai era médico e sua mãe escritora, além de defensora do movimento da Independência da Irlanda. Sua educação religiosa desenvolveu-se no protestantismo, era um grande aluno em obras clássicas e idiomas.
Deixou a cidade de Oxford em 1878, morou em Londres e depois viajou ais EUA, onde palestrou sobre o seu “movimento estético” chamado de esteticismo, ou dandismo, que defendia embasado em fundamentos históricos, o belo como antídoto para os "horrores" da sociedade industrial. Em 1883, retornou à Europa, fixando residência em Paris.

Retornou à Inglaterra, casou-se com Constance Lloyd e. Em 1880, lançou a obra teatral “Vera”. Entre os anos de 1887 e 1888 escreveu diversos contos e novelas, entre as obras “O Príncipe Feliz”.
Foi difamado por sua vida sexual paralela com um filho de Marquês, caso tratado como crime na Inglaterra da época. Processou o Marquês, mas as provas de seu relacionamento eram tão evidentes, que prejudicou toda a sua vida literária.

 
O Retrato de Dorian Gray é o romance de Oscar Wilde,
publicado em abril de 1891. É, sem dúvida, a maior obra
lançada por Wilde, um cenário juvenil em decadência,
onde temas como boemia, desejo e homoerotismo são
abordados sem tabu.

Em traços gerais, o livro narra a história de um jovem e
belo modelo de pintura, Dorian Gray, que, influenciado
pelas palavras hedônicas de Lord Henry, mergulha na
consciência da sua aparência física esbelta e única,
assim como da limitação da sua aparência ao longo do
tempo, vende a sua alma ao diabo, fazendo um pacto,
de modo que o seu retrato envelheça em seu lugar.

Enquanto isso, Lord Henry inicia Dorian Gray no
mundo do Hedonismo, onde a busca do prazer deve
ser o objetivo primordial e único de todos os homens;
onde  as causas, os modos e as formas não têm qual-
quer importância, perante o objetivo principal. São
desprezadas todas e quaisquer formas de moral, uma
vez que são contempladas como uma indesejável
influência da sociedade sobre os indivíduos. Com o
passar do tempo, Dorian Gray entrega-se, sem pudor,
a uma vida rodeada pela boemia, drogas, crimes e sexo,
sendo que no limiar da sua sanidade, o jovem modelo
começa a pagar o preço pelas suas escolhas e ações.  


Foi preso, teve seus bens leiloados. Na prisão escreveu “A Balada do Cárcere de Reading” , de 1898. Após ser libertado, retornou à Paris utilizando um pseudônimo, vivendo em hotéis e bares populares.

É de autoria de Oscar Wilde a frase: "Quanto mais o homem fala de si, mais deixa de ser si mesmo. Mas deixe que se esconda atrás de uma máscara, e então ele contará a verdade".

Oscar Wilde, respeito das personagens do livro, refería-se a cada uma delas com a seguinte afirmação: "Basil Haward é o que eu acho que sou, Lord Henry é o que o mundo pensa que sou e Dorian Gray é o que eu gostaria de ser".

O Retrato de Dorian Gray traça, de certa forma, um paralelismo com a vida de Oscar Wilde, que vê a sua vida entrar em decadência, acabando na prisão, depois de se envolver numa relação homossexual com o jovem Alfred Douglas (foto abaixo), romance que terá contribuido para a escrita de Des Profundis. 
  
Oscar Wilde e o jovem Alfred Douglas
acusados de envolvimento homossexual.
 
 
 
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Fontes: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u528.jhtm ;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde ;
http://flaviotenguan.blogspot.com/2010/12/fashion-artist-dia-2-oscar-wilde.html ;
http://estranhoquotidiano.blogspot.com/
Autor do texto principal: http://www.infoescola.com/autor/fernando-reboucas/2/