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18 de janeiro de 2012

Arte em vermelho sangue

A arte sempre foi o palco onde o indivíduo pôde se desvencilhar de seus preconceitos, das regras sociais, de seus limites e onde podia expressar suas ânsias em nome de um bem maior.
Tendo este pensamento em mente artistas plásticos do mundo inteiro buscaram as mais diversas matérias primas para concretizar seus sonhos, por mais bizarros que alguns destes fossem. Mas ao invés de ficar nos tradicionais madeira, papel, pedra, metal, vidro e similares Jordan Eagles, o autor das obras abaixo, usa como matéria prima de suas obras nada menos do que sangue.

Caso a curiosidade acenda no leitor convém mencionar que o sangue utilizado por Eagles é animal, não que Eagles não tenha pensado e ainda pense em utilizar sangue humano em suas obras o que com certeza levantaria muitas questões polêmicas. Se a reação inicial é a de ojeriza não se pode negar a profunda beleza estética que suas obras possuem. Quer tenha sido intencional quer não qualquer observador há de concordar que tais obras de arte são densamente obscuras. Sem sombra de dúvida o tipo de exposição de arte que qualquer vampiro gostaria de visitar.

As exposições de Jordan Eagles são um convite à reflexão e a admiração e se o leitor me permite dizer uma declaração de louvor ao rubro líquido portador da vida.


















17 de outubro de 2010

Um drink de sangue

Em outra postagem eu falei um pouco da jovem Bloody Mary e ao tratar desse assunto não poderia deixar de lembrar da igualmente famosa bebida homônima. Por isso mesmo decidi buscar um pouco da história desta bebida que tantas vezes vemos ocupar um certo lugar de destaque no cinema e televisão. Com seu ar de bebida vampírica não foi difícil 'trazê-la para o lado escuro da força' e então resolvi saber o quanto esta bebida é sombria.





Talvez eu pudesse dizer pouco sobre esta bebida de vermelho sangue que a enquadrasse como uma bebida obscura, uma vez que apenas essa descrição e seu nome já seriam suficientes. Por isso mesmo decidi deixar sua origem falar por si só.


A origem dessa bebida teria se dado em Paris por volta dos anos 20, a melancólica e ainda sombria Paris do pós guerra. O seu criador foi o americano Peter Petiot, do Harrys New York Bar, da Rue Doneau. Um dos objetivos, segundo se conta, era levar para os Estados Unidos a bebida porque esta poderia ser tomada disfarçadamente fugindo assim dos olhos da Lei Seca, era a época da ilegalidade das vielas escuras, dos sussurros que convidavam ao soturno mundo da marginalidade. E foi basicamente assim que a bebida agora impregnada de significados proibidos chegou à fama.



Porém, para aqueles que acham exagerado o nome atual da bebida, "Bloody Mary", poderiam ficar ainda mais surpresos ao saber que seu nome original era "Bucket of blood" (balde de sangue), apenas em 1934, quando passou a ser preparada também nos Estados Unidos, a mistura recebeu o nome atual, mais precisamente no bar do Hotel St. Regis Sheraton, na esquina da rua 55 com a 5ª avenida, em Nova York. Segundo a versão mais aceita, o nome seria uma referência à rainha Mary I, da Inglaterra, que devido a implacável perseguição aos protestantes puritanos, no período da restauração do catolicismo apostólico romano, no século XVI, tornou-se conhecida pelo apelido de Bloody Mary ou Mary, a sanguinária, em épocas recentes a referência histórica deu lugar ao sedutor fascínio da jovem poltergeist dos espelhos, Mary.



Ora! depois de falar tanto desta bebida rubra nada mais justo do que compartilhar com os leitores o seu modo de preparo. Algumas medidas e ingredientes podem variar de acordo com o gosto de quem a prepara. Então aí vai.



Bloody Mary


Ingredientes: 1 dose de vodka (60 ml),


3 doses de suco de tomate (75 ml),


1 lance de suco de limão (10 ml),


sal e pimenta do reino e molho inglês (a gosto).


tabasco (1 gota).




Modo de fazer: coloque a vodka e os sucos em um copo grande, com quatro pedras de gelo. mexa bem e tempere a gosto. sirva em copo um baixo, de boca larga, chamado Old-fashioned.

16 de outubro de 2010

Bloody Mary (Mary Ensangüentada)

Diversas versões já surgiram para explicar esta que se tornou uma das lendas urbanas mais conhecidas do mundo e das mais reproduzidas pelo cinema e televisão. Em algumas a jovem Mary é uma moça muito bela e simples de pele alva, olhos azuis e cabelos ruivos que trabalhava em uma grande mansão onde sua beleza era notada por todos inclusive pelo seu senhor o que causava a ira de sua senhora. Fora essa ira que fizera com que num determinado dia a jovem Mary fosse enviada por sua senhora à um grande salão de festas e ali cercada de imensas paredes espelhadas que deveriam ser limpas, Mary teria sido vítima da ira da mulher. Mary teria se assustado com sua senhora, que propositalmente havia criado aquela situação, com o susto Mary teria caído sobre a parede de espelhos. Como resultado Mary foi retalhada pelos estilhaços do imenso espelho. Mary, no entanto, não morreu naquele instante, sua senhora sabia disso e a teria deixado lá sangrando até a morte no dia seguinte.



O restante da história nós já conhecemos, ou seja toda vez que alguém profere o nome "Bloody Mary" três vezes diante de um espelho o espírito da mesma aparece e se vinga arrancando os olhos de seu conjurador. Outra versão diz que Mary foi uma bruxa executada cujo seu espírito fora condenado a vagar pelos espelhos. Ainda outra versão conta que ela era apenas uma garota vaidosa e fútil que teve uma morte violenta diante de um espelho e sua alma ficou presa e cheia de ódio no espelho. Nestas outras versões Mary é uma mulher de longos cabelos negros, rosto desfigurado (sua característica mais marcante) e olhos vermelhos como sangue, além das características físicas os nomes também mudam de acordo com a região onde a lenda se firma. A doce Mary já foi chamada de Bruxa do Espelho, Maria Sangrenta, Maria Sanguinária (versão oriental) e Loira do Banheiro segundo a versão brasileira. Aqui eu me dou a liberdade de sugerir um novo nome para ela que é o do título acima "Mary Ensangüentada".


Como toda maldição também há uma forma de esconjurar este espírito funesto, a lenda sugere duas formas de se fazer isso, uma seria destruindo o "espelho-sarcófago" de Mary a outra é fazer com que ela veja seu próprio reflexo em um espelho.

13 de julho de 2010

Bode expiatório


No imaginário popular, os antigos registros sobre os demônios que faziam contato com as bruxas aparecem sob imagens de bodes. É considerado um símbolo de Thor, além de ser considerado um símbolo da fecundidade e da libido. O bode é a montaria de Agni, o deus regente do fogo para os vedas, daí que ele é considerado como sendo um animal solar. O termo bode expiatório, simboliza o indivíduo sobre o qual recaem as projeções do mal. (fonte: site symbolom.com.br)


Ainda na bíblia o termo "bode expiatório" pode ser explicado da seguinte forma.


[Bode Que Desaparece].
A palavra “Azazel” ocorre quatro vezes na Bíblia, nos regulamentos relativos ao Dia da Expiação. — Levíticos 16:8, 10, 26.
É controversial a etimologia desta palavra. Se nos apegarmos à grafia contida no texto massorético hebraico, então ‛aza’·zél parece ser uma combinação de dois radicais que significam “bode” e “desaparecer”. Daí o significado de “Bode Que Desaparece”. Segundo outra derivação, baseada na crença de que tenha havido a transposição de duas consoantes, significa “Força de Deus”. A Vulgata latina verte a palavra hebraica por caper emissarius, isto é, “bode emissário” ou “bode expiatório”. E a expressão grega usada na Septuaginta significa “aquele que leva embora (afasta) o mal”.


Dois bodes (cabritinhos) eram obtidos da assembléia dos filhos de Israel pelo sumo sacerdote para uso no anual Dia da Expiação. Pelo lançamento de sortes, um bode era designado “para Jeová”, e o outro “para Azazel”. Depois de se sacrificar o novilho para o sumo sacerdote e sua casa (sem dúvida, incluindo todos os levitas), sacrificava-se o bode para Jeová como oferta pelo pecado. Todavia, o bode para Azazel era mantido vivo por algum tempo “perante Jeová para fazer expiação por ele, a fim de ser enviado ao ermo, para Azazel”. A expiação para este bode vivo procedia do sangue do bode para Jeová, bode que acabara de ser morto como oferta pelo pecado, visto que a vida da carne está no sangue. O valor do sangue, ou valor da vida, do bode morto era assim transferido para o bode vivo, ou o bode para Azazel. Assim, embora não fosse morto pelo sacerdote, este bode vivo levava sobre si um mérito expiatório de pecados ou um valor de vida. Ser ele apresentado perante Jeová evidentemente indica que este reconhecia tal transferência do mérito ou poder expiatório. Algo correspondente a isso era a maneira prescrita de purificação do israelita que ficara curado da lepra, ou a purificação duma casa curada desta praga. Neste caso, mergulhava-se uma ave viva no sangue duma ave que fora morta. Permitia-se então que a ave viva saísse voando, levando consigo o pecado.


Ambos os bodes deviam ser imaculados, sadios e o mais parecidos possível entre si. Antes de se lançar a sorte sobre eles, ambos os bodes tinham a possibilidade de ser escolhidos como o bode para Jeová. Depois de sacrificar o bode para Jeová, o sumo sacerdote punha as mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessava os pecados do povo sobre ele. Este bode era então mandado embora, sendo levado ao ermo por “um homem preparado”. Deste modo, o bode para Azazel simbolicamente levava embora os pecados do povo, do ano que passou, desaparecendo com eles no ermo.


Conforme explicou o apóstolo Paulo, por Jesus oferecer a sua própria vida humana perfeita pelos pecados da humanidade, ele realizou muito mais do que se conseguira com “o sangue de touros e de bodes”. (Hebreus 10:4, 11, 12) Ele serviu assim de “bode expiatório”, carregando “as nossas doenças”, “sendo traspassado pela nossa transgressão”. (Isaías 53:4, 5; Mateus 8:17; 1Pedro 2:24) Ele “carregou” os pecados de todos os que exercem fé no valor do seu sacrifício. Demonstrou a provisão de Deus, de acabar completamente com a pecaminosidade. Destas maneiras, o bode “para Azazel” retrata o sacrifício de Jesus Cristo. (fonte: arquivo pessoal)

12 de julho de 2010

Sangue

É símbolo da parte emocional da alma humana, simboliza também o pacto entre o indivíduo e os poderes divinos ou demoníacos. Nos ritos dos essênios, o sangue menstrual era equiparado ao sangue de Cristo, enquanto que o sêmem era o seu corpo. O sangue de Cristo representa o poder primitivo da vida com profundo potencial no plano psíquico, para o bem e para o mal, que contém em si, a reconciliação dos opostos. Elemento extremamente precioso e potente, corresponde a própria vida da alma, assim como a poção da imortalidade. O sangue possui um vínculo bastante estreito com o afeto; e pois um símbolo da essência da vida com conotação de vida afetiva e que pode ser traduzida por paixão, desejo e violência.


O derramamento de sangue simboliza a intensidade da vida psíquica disponível para ser vivenciada e que não se pode lhe negar a realização pois pressuporia a compensação noutro setor. Nessas imagens, quando surgidas em sonhos, há sempre uma mensagem de que não é admissívil a repressão, pois esta seria a morte interna que traria reflexos externos. A substância do sangue tanto pode simbolizar o tormento como a salvação e isso vai depender exclusivamente do ego que vai vivenciar a experiência.


Na alquimia, o sangue simboliza duas diferentes operações, quais sejam : a solutio e a calcinatio. Enquanto substância fluida, está ligado a experiência da solutio; e sua associação ao fogo, vincula-o a operação da calcinatio. Equiparado ao fogo, podemos associar o batismo de sangue com a mesma simbologia do batismo de fogo.