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1 de janeiro de 2014

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.

Fotografias estranhas, mal focadas e com crianças de aparência no mínimo assustadoras. É assim que poderíamos definir a série de fotografias que inspirou o escritor e cineasta Ransom Riggs a escrever o livro entitulado O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.

Certamente aquilo que mais chama atenção no romance de Riggs é justamente o uso das fotografias. Conhecidas como Snapshots estas fotografias tendem a ser espontâneas e de pouca ou nenhuma qualidade artística. Embora o termo seja pouco conhecido para o público geral certamente a maioria de nós que costuma assistir, com certa frequência e entusiasmo, filmes ambientados em mansões vitorianas com uma atmosfera sinistra já se deparou em algum momento com tais imagens.

O interesse do autor vem da época em que ainda criança costumava acompanhar sua avó às lojas de troca de objetos de segunda mão na Flórida onde frequentemente o jovem Riggs revirava caixas das já mencionadas fotografias snapshots.

Mas a estranheza não pára por aí. Certa vez Riggs achou uma fotografia que lhe lembrava de uma garota por quem ele se apaixonara na infância. A fotografia então passou a ficar na cabeceira de sua cama até o dia em que ele decidiu observar melhor a fotografia e descobriu no verso da foto uma descrição que informava sobre o destino daquela garota e foi assim que ele descobriu que aquela garota morrera aos 15 anos de leucemia. Tal descoberta o levou a perceber que convivia todo aquele tempo com um fantasma.


Mais uma boa notícia vem da Sétima Arte, pois há previsão de que para meados de 2015 estreará uma adaptação para o cinema da obra de Ransom Riggs com a direção de ninguém menos do que Tim Burton.
Aliás, levando em consideração a estranha natureza da obra de Riggs não poderia haver um nome melhor para tal direção do que a de Tim Burton o que levanta a curiosidade quanto aos atores escolhidos para o elenco.










3 de dezembro de 2012

As 'Ruínas de Detroit'

De uma das maiores cidades dos Estados Unidos da América para um imenso cenário decadente de fantasmagórico abandono Detroit, que já foi a Meca dos automóveis no mundo, vem exibindo seu lado pós apocalíptico na forma de prédios públicos e grandes áreas comerciais abandonadas, desertas.
Vítima do sucesso dos automóveis nipônicos em terras estadunidenses a grande cidade do motor, símbolo do American Dream viu seus sonhos deixados para trás pelos inúmeros moradores que foram tentar a sorte em outras terras.
Agora todo cenário decadente de Detroit pode ser apreciado no trabalho dos fotógrafos Yves Marchand e Romain Meffre que culminou em 2010 com o livro "The Ruins of Detroit". Um belo acervo do abandono e da decadência da assim chamada Motorcity. 

© Yves Marchand e Romain Meffre, David Whitney Building
© Yves Marchand e Romain Meffre, Bagley Clifford Office of the National Bank of Detroit.
© Yves Marchand e Romain Meffre, United Artists Theater.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Fort Shelby Hotel
© Yves Marchand e Romain Meffre, Ballroom, American Hotel
© Yves Marchand e Romain Meffre, William Livingstone House.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Piano, Saint Albertus School
© Yves Marchand e Romain Meffre, East Methodist Church.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Classroom, St Margaret Mary School
© Yves Marchand e Romain Meffre, Biology Classroom, Willbur Wright High School.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Vanity Ballroom.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Michigan Central Station.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Woodward Avenue
© Yves Marchand e Romain Meffre, Atrium Farwell Building.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Donovan Building
© Yves Marchand e Romain Meffre, Fisher Body 21 Plant

© Yves Marchand e Romain Meffre, Highland Park Police Station.
© Yves Marchand e Romain Meffre, Jane Cooper Elementary School, Spring 2009

1 de dezembro de 2012

Do encantamento à queda: Um triste fim para os contos de fadas

Os contos de fadas se tornaram muito populares no mundo graças aos inúmeros filmes, longas de animação, peças teatrais e toda uma gama de mídias que hoje se tornaram tão populares. Em comum os contos de fadas têm a esperança que invariavelmente é apresentada na frase "... e viveram felizes para sempre."
Mas e se, contrariando as convenções, os finais não fossem felizes? Inúmeras releituras já foram feitas dos clássicos dos contos de fadas trazendo para estes uma realidade muito mais mundana, incerta e obscura.
Uma dessas releituras foi proposta pelo fotógrafo Thomas Czarnecki sob o título "From Enchantement to down" ou segundo uma tradução "Do encantamento à queda".Thomas Czarnecki é o atual diretor de arte da Leo Burnett, em Paris.

Mergulhe mais nesse universo dos contos de fadas sob o olhar sombrio de Thomas Czarnecki.
© Thomas Czarnecki, "The little red ridding hood - Happy end".  

© Thomas Czarnecki,  "Snow White - My sweet Prince". 
© Thomas Czarnecki, "Alice - just a trap".
© Thomas Czarnecki,  "Sleeping Beauty - Naughty girl". 
© Thomas Czarnecki, "Cinderella - Too fast".  

© Thomas Czarnecki, "The little mermaid - On the other shore".  
©  Thomas Czarnecki, "Jasmine - One last wish". 
                                     © Thomas Czarnecki, "The Beauty and the Beast - Not so romantic".

© Thomas Czarnecki, "Pocahontas - One more trophy". 

27 de maio de 2012

Ryan Matthew Cohn

Ryan Matthew Cohn é um artista, colecionador de antiguidades e blogger da Cidade de Nova York. Sua arte é feita a partir de ossos humanos e animais. Suas inspirações vão desde os estudos anatômicos de Leonardo Da Vinci àquele que foi seu grande inspirador na fusão da anatomia com a arte o anatomista francês do século XVIII (18) Claude Beauchêne.

O ambiente sombrio de sua oficina e os objetos de seus trabalhos por si só já nos remetem a uma atmosfera  que em muitos casos nos lembram cenas de um filme de terror vitoriano, mas a beleza obscura de suas "peças" é inegável. A respeito de seu interesse pelo mundo dos ossos nos diz Ryan:

"Eu fui um ávido colecionador de ossos, desde que me lembro. ... Conforme fui crescendo, meus interesses deslocaram-se para as peças anatômicas mais raras e misteriosas e antiguidades médicas"


Ao descrever mais sobre seu interesse por este mundo Ryan conta sobre a primeira vez em que teve contato direto com um crânio humano:

"Quando adolescente, uma garota que estava namorando me deu um crânio humano. Ela não poderia ter escolhido um presente mais apropriado... Este foi o primeiro crânio Homosapien que eu tinha visto de perto. Fiquei intrigado, fascinado e inspirado de temor. Isso não era apenas um crânio de cão meio comido, este pertencia a uma pessoa real."

Sem mais mais as suas obras.