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| Dr. Azzacove e a equipe que teria perfurado os portões do inferno. |
2 de junho de 2012
Gritos do Inferno
3 de outubro de 2011
Daevas
23 de junho de 2011
Croatoan
Nos episódios de Sobrenatural, "Croatoan" era um vírus mortal usado por um demônio (Azazel) em uma cidade, mas na realidade, embora Croatoan obviamente seja uma referência à tribo homônima, ninguém sabe exatamente o que a palavra significa dentro daquele contexto, apesar disso, vários estudiosos e historiadores teêm suas próprias teorias.
O que realmente sabemos é que 117 pioneiros ingleses vieram para Roanoke Island para estabelecer um assentamento e três anos mais tarde desapareceram sem deixar rastro. Em meio a muita especulação teoriza-se que o grupo teria se dividido em duas facções uma teria sido morta por índios hostis enquanto o outro fora assimilado em uma das tribos indígenas. Ninguém sabe ao certo, mas o povo da Carolina do Norte acredita que os índios "Lumbee", que povoam Roanoke Island, são os descendentes destes colonos ingleses.
No entanto, a teoria que mais desperta a curiosidade é aquela que envolve um tipo de poder malígno. A palavra Croataoan é muitas vezes associada a croaton, um tipo de demônio indígena.
Apesar de todas as teorias, de todas as explicações mesmo com tanta suposição a Lenda de Croatoan continua sendo uma fonte inesgotável de inspiração. O simples fato de não haver um consenso quanto aos reais motivos de mais de 117 pessoas terem desaparecido de modo tão estranho e pior ainda nunca terem sido encontrados sinais de seu destino nos leva a conjecturar todo tipo de explicação. A Lenda de Croatoan, no entanto, não foi o único caso de misterioso desaparecimento em massa de populações estabelecidas na América, outros casos como por exemplo o que fez desaparecer uma colônia viking estabelecida na Groenlândia, antes mesmo de Colombo ter oficialmente descoberto a América levanta ainda mais o coro daqueles que clamam por algo de sobrenatural que esteve em ação no passado dessas populações e que, quem sabe? pode estar agindo à espreita ainda hoje.
1 de junho de 2011
A Misteriosa Morte de Marian Melisa Taylor
De acordo com a site Manos do Mundo.
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| Julia Buccola Petta de Chicago enterrada no Cemitério de Monte Carmel no período da primeira Guerra Mundial. A foto tirada seis anos após sua morte, supostamente a pedido de seu próprio espírito. fonte: geocities.ws/historias_ocultas O Que é a Incorruptibilidade? "Incorruptibilidade é a capacidade de alguns corpos humanos a decompor-se após a morte. O termo vem da igreja católica, que conside- rou o fenômeno um sinal da santidade na Ida- de Média. A Igreja Católica não usa esse crité- rio para a canonização, no entanto, os corpos de alguns santos incorruptíveis ainda estão em exposição e são visitados pelos fiéis. Em outras culturas, incorruptibilidade pode ser sinal do mal em vez de santidade, suge- rindo que o morto é um vampiro." [...] "O fenômeno científico por trás da incor- ruptibilidade por vezes é dito ser saponificação, em que as gorduras do corpo são convertidas pa- ra adipocere, uma substância semelhante ao sabão. Saponificação é mais provável de ocor- rer em corpos com grande quantidade de gordu- ra e em solos alcalinos, e muitos experimentam em algum grau, mas não ao ponto de preserva- ção visto em incorruptíveis." fonte: http://www.patopor.com/ |
- Uma explicação para esse mistério poderia ser o fenômeno da incorruptibilidade do corpo. (veja o quadro ao lado).
Foi então feita uma pesquisa nos arquivos da escola para tentar explicar o estranho acontecimento. A menina chamava-se Marian Melisa Taylor e seus arquivos indicavam a data de seu nascimento no dia 6 de junho de 1950. Seu desaparecimento ocorreu no dia 24 de junho de 1962. No meio dos arquivos da menina em questão, foi encontrada uma foto com a data no verso. Porém, esta foto estava em péssimo estado, e foi necessária uma espectrografia digitalizada a fim de recuperar a foto.
Para o espanto dos que estavam fazendo o trabalho de recuperação nesta foto, a menina apareceu despida, com um vulto inexplicavel atrás, como se estivesse puxando-a para dentro de uma sala e ela tentando fugir. Porém, na foto original, percebia-se claramente a presença da vestimenta tradicional para uma estudante em um colégio de freiras para a época. Um vestido longo, azul marinho, com a cruz de Cristo no peito. E nenhum sinal de vulto algum.
Não custa nada repetir o alerta dado pelos sites de
origem das imagens: EVITE FIXAR POR MUITO
TEMPO O OLHAR NAS IMAGENS, POIS ELAS
PODEM CAUSAR ALGUM MAL ESTAR!
(OU COISA PIOR)
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| Fotografia de Mariam Melisa Taylor modificada pela espectrografia Estranhas associações feitas entre fotogra- fias e pessoas mortas de formas violentas ou apenas misteriosas são mais comuns do que se imagina e inúmeras imagens assim são veiculadas regularmente na internet. Além da menina cuja foto alterada é reproduzida acima outro caso que chama a atenção é o do menino da foto abaixo tirada em 1985. Segundo o site o menino teria morrido sem qualquer tipo de explicação em 1978, ou seja, sete anos antes de a foto ter sido tirada. Ele estava com o ursinho de pelúcia nas mãos quando morreu e após a morte do menino o ursinho teria sido colocado no quarto do menino e trancado por uma semana e desaparecido daí. O curioso é que depois de sete anos o garoto reapareceu na foto com o ursinho nas mãos. http://cacasfantasmas.blogspot.com/2009_04_01_archive.html |
O ano em que ela desapareceu foi (1962) = (1+9+6+2) = (1+8) = 9
O número da Besta (6+6+6) = (1+8) = 9
17 de abril de 2011
Daimónion - Um Breve Esclarecimento Demoníaco
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| Gustave Doré representa nesta tela o julgamento no dia do juízo |
Em outras palavras a influência demoníaca e sua ação hoje - considerando a ira de Satanás - levaria à guerra do juízo final. Mas, assim como dito anteriormente nesta postagem nem sempre os demônios tiveram a mesma conotação.
“O sentido do adjetivo [dai·mó·ni·os] destaca bem claramente as particularidades distintivas do conceito grego sobre os demônios, porque denota aquilo que está fora da capacidade humana e assim deve ser atribuído à intervenção de poderes superiores, quer para o bem, quer para o mal. [dai·mó·ni·on] nos escritores pré-cristãos pode ser usado no sentido de ‘divino’.” (Traduzido para o inglês e editado por G. Bromiley, 1971).
Ou seja, talvez uma das grandes dificuldades da compreensão do "significado dos demônios" esteja lidar com esta "ambigüidade" com a qual nos encontramos ao analisar o uso do termo hoje em dia e seu uso no passado. Mesmo hoje na atualidade em determinadas culturas os demônios, normalmente tidos como maus na cultura ocidental, podem assumir, por exemplo, características boas em culturas orientais.
Outras definições e pormenores acerca dos demônios podem ser observados nestes dois links:
DEMONOLATRIA - 1ª parte; 2ª parte.
28 de fevereiro de 2011
Rituale Romanum
Exorcistas raramente ou nunca trabalham sozinhos. Normalmente são auxiliadas por, no mínimo, três outras pessoas. Uma delas é geralmente um padre mais jovem e menos experiente que está ou esteve sob treinamento para realização de exorcismos. Seu papel central é continuar o exorcismo e assumir o ritual, caso o exorcista fique muito fraco para continuar ou se ele morrer. A segunda pessoa que serve de assistente para o exorcista é, na maioria dos casos, um médico cuja responsabilidade é administrar qualquer medicação ou tratamento que a vítima da possessão precise, pois sob nenhuma circunstância o exorcista pode fazer isso. A terceira pessoa é tradicionalmente um homem parente da pessoa possuída – normalmente o pai, irmão ou marido. Em alguns casos pode ser um amigo de confiança da família. Mas, em qualquer caso, é imperativo que esteja em boas condições de saúde e seja forte – tanto física como mentalmente. Se a pessoa possuída é uma mulher, muitos exorcistas providenciam que outra mulher esteja presente durante o ritual para evitar escândalos.Antes de realizar o ritual do exorcismo, é costumeiro que o padre faça uma boa confissão e seja absolvido de todos os seus pecados para o caso de o espírito ou demônio que ele enfrentará tente usá-los contra ele durante o ritual. Ele então veste os trajes necessários para os padres exorcistas (um sobrepeliz e um sudário púrpura) e inicia o ritual. Durante o exorcismo, certas orações prescritas, tais como o Pater Noster (o Pai-Nosso), as Litanias dos Santos e o Salmo 54, são recitadas sobre o individuo possuído, freqüentemente em latim, uma vez que se acredita que as orações são mais eficientes quando recitadas nessa antiga língua.
Ao longo dessas recitações, o exorcista tradicionalmente faz o sinal-da-cruz, lê as escrituras e, às vezes, coloca suas mãos sobre a vítima. Ele também exige que o espírito maligno ou demônio que possuiu a pessoa revele seu nome e natureza, sucumba ao Filho de Deus e deixe sua vítima humana em paz. Quando o espírito maligno ou demônio finalmente parte, o exorcista reza a Jesus Cristo e pede que ele conceda sua divina ajuda e proteção à pessoa, que normalmente não retém memórias claras de sua possessão demoníaca ou do exorcismo. Se, todavia, o ritual de exorcismo não é bem-sucedido em expulsar o espírito maligno ou demônio de sua vítima, ele é então realizado repetidamente até que a entidade deixe o local. Isso pode levar horas, dias ou até mais tempo.
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| cena do seriado "Apparitions" da BBC |
Regna terrae, cantate Deo,
psallite Domino
qui fertis super caelum
caeli ad Orientem
Ecce dabit voci Suae
vocem virtutis,
tribuite virtutem Deo.
Exorcizamus te, omnis immundus spiritus
omnis satanica potestas, omnis incursio
infernalis adversarii, omnis legio,
omnis congregatio et secta diabolica.
Ergo draco maledicte
et omnis legio diabolica adjuramus te.
cessa decipere humanas creaturas,
eisque aeternae Perditionis venenum propinare.
Vade, Satana, inventor et magister
omnis fallaciae, hostis humanae salutis.
Humiliare sub potenti manu dei,
contremisce et effuge, invocato a
nobis sancto et terribili nomine,
quem inferi tremunt.
Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine.
Ut Ecclesiam tuam secura tibi facias
libertate servire, te rogamus, audi nos.
Ut inimicos sanctae Ecclesiae humiliare digneris,
te rogamus, audi nos.
Ut inimicos sanctae Ecclesiae
te rogamus, audi nos.
Terribilis Deus de sanctuario suo.
Deus Israhel ipse truderit virtutem
et fortitudinem plebi Suae.
Benedictus Deus. Gloria Patri.
RITUAL DE APRISIONAMENTO DO DEMÔNIO
(traduzido para o português)
nós te pedimos, ouvi-nos!
Download do livro
Ritual Romano - pdf
Fontes: wikipedia; oarquivo.com.br; arquivos pessoais
18 de dezembro de 2010
Sucubus e Incubus os Vampiros sexuais
Nas lendas medievais, sucubo era um demônio feminino que assumia a forma ilusória de humano e viria para os homens, especialmente os monges, em seus sonhos para seduzi-los e ter relações sexuais com eles, extraindo a energia destes homens para sustentarem-se, muitas vezes até ao ponto de exaustão ou morte. Essa lenda foi uma explicação para o fenômeno dos sonhos molhados e paralisia do sono. Existem algumas fontes que afirmam que os sucubus e os incubus são a mesma criatura, segundo se crê eles seriam capazes de se transformar e desta forma passar adiante o sêmen roubado dos homens para as mulheres sem seu conhecimento. Em histórias posteriores, mais notadamente nas atuais histórias de horror, os sucubus e incubus teriam recebido poderes hipinóticos o que lhes daria a capacidade de comandar e obrigar os membros do sexo oposto. Alguns demônios famosos como Lilith e os Lilin judaicos, Belili na Suméria e Rusalka entre os eslavos eram súcubos.A princesa de todos os sucubos seria Nahemah e sua prole semi-humana seria chamada Cambion. Os súcubus e incubus poderiam ainda ser chamados de vampiros sexuais.
-É interessante notar como mesmo ao tratar de demônios o pensamento medieval, concernente ao sexo, os colocaria dentro de uma visão tradicional de hierarquia sexual, ou seja, homens acima, mulheres abaixo. 
Ainda nos tempos medievais, o sucubo era visto como uma criatura temível que mataria suas vítimas, "bebendo" sua respiração. Isso é interessante na medida em que, no momento, a respiração era vista como uma parte do espírito da pessoa (hoje em dia fazemos essa analogia ao nos referirmos ao último suspiro de alguém como o abandono do espírito de seu corpo físico, seu último "fôlego de vida"). Mais tarde, os hábitos dos sucubus eram considerados de uma forma mais sexual do que de natureza vampírica, e essa noção, provavelmente, surgiu a partir da mudança no clima social que viu os desvios sexuais como um pecado mortal, e assim, aqueles que cometeram um pecado contra Deus, foram, de alguma forma, merecedores do seu destino.
12 de dezembro de 2010
Hora Profana
Certos rituais pagãos, por exemplo, são notadamente feitos às 3 da manhã, não à meia noite. Assim que estes rituais negros são feitos, nestaa hora, proporciona-se um ganho de força para o mal.
3 horas é também uma distância de tempo suficiente entre o anoitecer e o amanhecer. A luz do Sol, mesmo em pequenos traços de radiação ultravioleta e infravermelha ainda pode ser vista por mais de uma hora após o pôr do Sol. Mas às 3 da manhã, por exemplo, "num céu escuro de lua nova" pode-se perceber uma capa de grande escuridão.
Demônios também gostam de fazer barulho naqueles que são considerados feriados cristãos e “dias santos”, como a sexta-feira santa e páscoa. Esta é apenas outra maneira de eles mostrarem poder, desrespeitando o cristianismo.O que me leva ao que alguns dizem ir além do simbolismo do "3", como indicado por outros - uma paródia da santíssima trindade. No entanto, 3 da manhã é ainda um momento fundamental por outras razões. Essencialmente, a transição ocorre nessas horas 3-4 da manhã. Neste caso, refiro-me a quando os demônios aumentam de número, passando de infestação para as fases de opressão.
Portanto esta hora determinada é de fato um momento muito “profano” do dia. 3 da manhã é muitas vezes um marcador para estas mudanças à medida que crescem em direção a um estágio mais grave de uma assombração demoníaca, para infestação e daí para uma fase de opressão.
Em suma, se você costuma acordar para ver o relógio e é exatamente 3 da manhã, você pode estar vendo isso como um aviso. O número 3 está transformando-se em um símbolo demoníaco. Muitas vezes ele pode ser um aviso de que algo está para se manifestar ou que já tem sido manifesto.
11 de dezembro de 2010
A Hepatoscopia e a astrologia
A prática de ‘examinar o fígado’ (hepatoscopia) parece ter sido um aspecto especial da astrologia. Numa escola-templo de Babilônia foi encontrado um modelo de argila dum fígado que remonta ao tempo de Hamurábi. Um lado dele estava dividido em áreas representativas do “dia” e da “noite”. A beirada estava dividida em 16 partes, tendo-se dado a cada seção os nomes correspondentes das deidades dos céus. Portanto, assim como este ramo de vaticínio dividia o céu de maneira puramente imaginária, assim dividiam de modo similar o fígado de suas vítimas sacrificiais. Quando ofereciam tais sacrifícios, examinavam o fígado, considerando-o um reflexo em miniatura dos céus, para ver que agouros os deuses lhes revelavam. Além de Babilônia a prática da hepatoscopia também era conhecida em Israel onde a astrologia estava ligada à adoração.21 de novembro de 2010
Moloque
O nome Moloque vem duma raiz que significa “reinar” ou “rei”, mas com as vogais, na língua original, de bó·sheth, “vergonha”, para indicar repugnância.Deidade especialmente associada com os amonitas; possivelmente o mesmo que Milcom. No livro bíblico de Jeremias 32:35, Moloque é mencionado em paralelo com o deus Baal, o que sugere, se não uma identificação, pelo menos alguma relação entre os dois. Diversas autoridades consideram “Moloque” mais como título, em vez de como nome duma deidade específica, e, portanto, apresentou-se a idéia de que a designação “Moloque” talvez tenha sido aplicada a mais de um deus.
Concorda-se em geral que o Malcão mencionado no livro bíblico de 2 Samuel seja a imagem-ídolo do deus amonita Milcom, ou Moloque, embora o termo hebraico possa ser vertido por “seu rei”. Anteriormente, no relato bíblico, no entanto o rei amonita é chamado pelo seu nome Hanum; portanto, é razoável concluir que apareceria o nome Hanum em vez de Malcão no registro bíblico, se a referência fosse ao rei, em vez de ao ídolo. Também, acha-se improvável que um rei usasse uma coroa que pesava cerca de 34 kg. Pelo mesmo motivo, sugeriu-se que Davi colocou a coroa de Malcão na cabeça apenas temporariamente, talvez para indicar sua vitória sobre o deus falso. Segundo a versão do Targum, adotada por diversos tradutores, a coroa tinha apenas uma jóia preciosa. Isto tem dado margem à idéia de que era antes a jóia preciosa, em vez de a própria coroa, que veio a estar na cabeça de Davi.
Sacrifícios de Crianças a Moloque.
O ‘passar pelo fogo’ para Moloque, conforme algumas traduções da
bíblia, tem sido considerado por alguns como significando um ritual de purificação, por meio do qual as crianças eram devotadas ou dedicadas a Moloque; outros entendem que se tratava do sacrifício real. Conforme a própria referência bíblica o Rei Acaz, de Judá, “passou a queimar seus filhos [“seu filho”, Sy] no fogo”. A passagem paralela em 2 Reis 16:3 reza: “Fez até mesmo seu próprio filho passar pelo fogo.” Isto indica que “passar pelo fogo” pelo menos algumas vezes é sinônimo de sacrifício. Ainda segundo se crê os rituais poderiam incluir orgias sexuais.Acaz e Manassés são os únicos reis de Judá mencionados como fazendo seus filhos passar pelo fogo. Todavia, em vista do ímpeto dado por estes dois reis ao sacrifício de crianças, esta prática parece ter ficado arraigada entre os israelitas em geral. As crianças, pelo menos ocasionalmente, eram primeiro mortas, em vez de serem queimadas vivas.
O Rei Josias profanou Tofete, principal centro da adoração de Moloque em Judá, a fim de impedir que as pessoas fizessem seus filhos passar pelo fogo. Mas isso não erradicou esta prática para sempre. Ezequiel, que começou a servir como profeta 16 anos depois da morte de Josias, menciona a ocorrência dela nos seus dias.14 de novembro de 2010
Demonolatria 1ª parte

(Texto) Fonte: Adoração ao Diabo
CARUS, Paul. Devil Worship. History of The Devil, 1900. [Trad. e Adaptação: Ligia Cabus] ─ In Sacred-Texts.[www.sacred-texts.com/evil/hod/hod04.htm]
Esta série de postagens foi inspirada em resultados de uma busca que fiz na internet e em arquivos pessoais sobre o tema demonolatria. O objetivo desta pesquisa foi tentar compreender o porquê da adoração de uma criatura que na grande maioria das culturas (talvez em todas) é considerada como o símbolo maior do mal, e para isso começo transcrevendo o seguinte abaixo:
As divindades malignas aparecem como as personagens mais importantes no passado remoto de quase todos os sistemas de fé. Demonolatria, cultos aos Diabos, são o primeiro estágio da evolução do pensamento religioso; porque os homens, muito antes de pensarem em bençãos, curvaram-se ao meio hostil. Os homens primitivos eram primitivos mas não eram insanos: temiam o Mal e não o Bem. Assim, era natural que buscassem técnicas apaziguadoras que evitassem os infortúnios provenientes de um mal cuja origem não podiam alcançar.
O filósofo inglês, Herbert Spencer [1820-1903], acreditava que o fundamento da religião é o "Desconhecido", querendo com isso dizer que o que os selvagens adoravam [e adoram] é aquilo que eles não entendem. [Assim, o Desconhecido de Spencer é algo que não se entende e não algo que nunca se conheceu. Não é uma hipótese consistente. Um provérbio alemão diz: O que não conheço, não me preocupa; ou em português, algo como: O que os olhos não vêem o coração não sente.
Georg Waitz, falando sobre os nativos norte-americanos das tribos da Flórida, observa que indivíduos daquelas culturas que não foram semi-cristianizados, têm, ainda [o autor escreve no século XIX, anos 1800] uma adoração [reverência] solene a um espírito do Mal, Toia ─ que atormenta suas vítimas com visões. Esses nativos pouco se preocupam com o Espírito do Bem, o qual, Ele mesmo, parece [para os nativos] pouco se importar com raça humana.A mesma característica ocorre em tribos de amerabas, indígenas brasileiros. Esses indígenas têm a viva convicção de um Princípio do Mal [personificado na mitologia do encantado Anhangá - N. do T.] sobre eles; eventualmente, referem-se ao Bem; mas esse, o Bem, é muito menos reverenciado que o outro, o Mal. No contexto de seus esforços pela sobrevivência, os selvagens percebem o Ser Benevolente como uma entidade mais fraca, menos poderosa e/ou influente sobre o destino dos homens que o Mal, que se manifesta diariamente. Em 1605. o capitão John Smith, herói da colonização da Virgínia descrevia o culto a Okke [palavra que, aparentemente, significa além do nosso controle] escreveu:
Existe na Virgínia uma tribo tão selvagem que não possui religião além da reverência a todas as coisas que, potencialmente, podem lhes produzir qualquer dano ou das quais dependem para se manter vivos. Tais coisas, seres e elementos são, por isso, objeto de culto. [É o pensamento religioso animista em busca de apaziguamento das forças da Natureza]. O fogo, a água, o raio, o trovão, cavalos, peixes, etc.. Mas seu Deus maior, a quem chamam Oke. Diz Smith que Oke significa deuses e, assim, Oke é como um panteão resumido em uma imagem. Os nativos disseram que viram Oke e que se parece mais com eles mesmos [homens] do que poderiam imaginar. Nos templos dedicados a Oke, sua representação, entalhada, é assustadora; pintada e adornada com correntes, peças de cobre, contas. [Uma vez por ano 15 jovens são mortos, sacrificados para a gratificação de Oke...].
Práticas similares foram observadas entre quase todas as tribos caribenhas e amerabas, nas ilhas e no continente Sul-Centro-Americano. Em Hispaniola - Ilha de São Domingos [Caribe], a divindade fúnebre é Joacana. O ritual terrível faz desses indígenas alguns dos mais abomináveis entre esses primitivos adoradores do Mal. Entre os povos pré-colombianos do México, os mais civilizados da região, a idéia de um Deus de Paz e Amor não é inteiramente estranha porém, o medo do adversário, o horrendo Huitzilopochtli ainda assustava o suficiente para que os nativos manchassem os altares de seus templos com o sangue de vítimas humanas.
9 de novembro de 2010
Demonolatria 2ª parte
que, imitando a religião de seus vizinhos, sacrificavam seus filhos e filhas aos demônios ou então faziam-nos passar através do fogo de Moloch (ou Moloque), para serem devorados pelas chamas.Moloque era uma deidade especialmente associada com os amonitas (habitantes da terra de amon); possivelmente o mesmo que Milcom. No livro bíblico de Jeremias 32:35, Moloque é mencionado em paralelo com Baal, o que sugere, se não uma identificação, pelo menos alguma relação entre os dois. Diversas autoridades consideram “Moloque” mais como título, em vez de como nome duma deidade específica, e, portanto, apresentou-se a idéia de que a designação “Moloque” talvez tenha sido aplicada a mais de um deus.
As nações mais civilizadas do mundo preservam em suas mitologias a memória de, em um tempo primitivo de seu desenvolvimento religioso, imolarem seres humanos para tornar propícias as divindades irritadas. Quando Atenas estava no auge de sua glória, Eurípedes [485-406 a.C. ─ dramaturgo grego] representava o drama do trágico destino de Polixena, que foi sacrificada sobre o túmulo de Aquiles para acalmar o espírito do herói morto assegurando, deste modo, um retorno seguro dos guerreiros gregos.
Os sacrifícios humanos são uma característica central na adoração aos "demônios", mas não é única. Existem outras práticas diabólicas baseadas na idéia de que este tipo de deidade tem prazer em testemunhar a tortura e a maior das abominações, o canibalismo. O canibalismo, como explicam os antropólogos, jamais resulta de uma escassez de comida; não. O canibalismo não é uma simples refeição. Antes, é um ritual religioso, justificado por superstições, crenças, especialmente a idéia de que partilhar [como lanche...] o coração ou o cérebro do adversário proporciona absorver a coragem, a força e outras virtudes do sacrificado. Seriam os rituais antropofágicos, presentes também, pelo menos no passado, na tradição cultural de tribos indígenas brasileiras. (Nota pessoal do autor deste blog)Esta relação entre comer o semelhante para apoderar-se de suas
virtudes, esse pensamento que implica práticas tão brutais, ainda permanece diluída na simbologia mais importante da religião mais poderosa do planeta: o cristianismo. Em particular, o cristianismo católico, com sua cerimônia da Transubstanciação: o pão no corpo, o vinho no sangue de Jesus. Ainda que os padres apelem para todas as justificativas, sejam teológicas, semióticas ou simplesmente misteriosas, essa referência ao beber sangue e comer o corpo é, no mínimo, uma coisa mórbida. A inocente transubstanciação operada nas missas serve como péssima inspiração para a deturpação da prática dando origem a seitas instituídas por psicopatas-criminosos de todo tipo. A Religião nasceu do medo. A religiosidade dos selvagens demonstra isso muito bem. O medo do mal é notável e, por isso, os primeiros esforços foram feitos no sentido de estabelecer uma relação amigável com os agentes do Mal, e não do Bem; porque o Bem não causa transtornos. A demonolatria existe hoje. Está nas manchetes policiais do mundo inteiro; e vai continuar existindo até que o senso comum do homem mediano perceba ou resgate o significado das palavras e a delicada relação ontológica* entre o Bem, o Bom e o Belo.*Ontológica:Referente à ontologia: ciência que investiga a natureza do ser enquanto ser, considerado em si mesmo, independente da matéria e
das especulações acerca da essência, substância e acidentes.












