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15 de março de 2011

A Árvore Celta

Os Celtas viam na árvore, não só a essência da vida, e sim um recurso para prever o futuro.
Curiosamente, este meio tão primitivo era considerado pelos druidas o mais eficaz na hora de estabelecer um prognóstico sobre o destino que espera qualquer ser humano.
Ao observar todo conjunto da árvore, desde suas raízes que se fundiam com a terra até a copa mais ou menos frondosa, o que aconselhavam era manter a vista elevada, permanecer bem apoiado ao solo e ter em conta que a natureza é tão inteligente que no tempo de caída das folhas se segue o da neve, as quais proporcionam a aparição dos melhores brotos. Chega então a época da fertilidade e do renascimento da vida.
Desde o principio dos tempos, a árvore manteve uma relação com o ser humano celta, proporcionou o primeiro lar, lenha, sombra e alojamento para as aves que podiam transformá-las em caça para alimentar a tribo.
No entanto, os druidas consideravam que a relação podia ser mais íntima, tinham em mente que cada homem ou mulher levava em seu interior uma árvore, pela qual alimentava o desejo de crescer da melhor maneira.
Na realidade a árvore supria seu protetor de todo o material e espírito dos seres humanos celtas.
A árvore articulava toda a idéia dos cosmos ao viver em uma contínua regeneração.
Ademais nela os druidas contemplavam o símbolo da verticalidade, da vida em completa evolução, em uma ascensão permante até o céu.
Por outra parte, a árvore permitia estabelecer uma comunicaçaão entre os três níveis dos cosmos: o subterrâneo, por suas raízes que não deixavam de sugar nas profundidades para saciar a contínua necessidade de encontrar água; as alturas, através da copa e dos ramos superiores, sempre reunidos na totalidade dos elementos, a água que flui em seu interior, a terra que se integra em seu corpo pelas raízes, o ar que alimenta as folhas e o fogo que surge de sua fricção.
Os celtas conseguiam o fogo friccionando habilmente uns ramos, entre as quais haviam introduzido erva seca ou palha.

A árvore era a ponta do mundo

Devido ao fato das raízes das árvores se submergissem no solo enquanto seus ramos se elevavam ao céu, fez com que os druidas a considerassem o símbolo de relação terra-céu.
Possuía neste sentido uma caráter central, até o ponto que se supunha a essência do mundo.
São muitas as civilizações antigas que estabeleciam sua árvore central, essa que era tida como ponta do mundo:

Roble
o roble dos celtas; o tilo dos alemães; o fresno dos escandinavos; a oliva dos árabes; o banano dos hindus; o abedul dos siberianos e e.t.c Tanto na China como na índia a árvore é considerada a ponta do mundo pela companhia dos pássaros, o mesmo sucedia com os celtas, já que estes descansam em seus galhos.
Eram considerados estados superiores do ser, que se encontravam vinculados ao mesmo, com o tronco da árvore.
Os pássaros eram em doze, o que recordava o simbolismo zodiacal e dos Aditya, que constituem a dúzia de sóis.


A Árvore Cósmica

A árvore cósmica para os druidas era o centro: sua seiva supria a chuva celestial e seus frutos proporcionavam a imortalidade (o retorno do ser a um estado paradisíaco).
Assim ocorria com os frutos da árvore da Vida que se encontravam no Éden, as maçãs de ouro do Jardim de Hespérides e o pêssego da Si-wang, a seiva de Haoma Iraní.
O Hiomarigi japonês também é valorizada como uma árvore cósmica, igual que a Boddhi, a qual Buda alcançou a plena iluminação, pela que desde então representa ao mesmo Buda na iconografia primitiva.
O simbolismo chinês conhece a árvore da fusão: une o Ying com o Yang (Cruzamento das flores masculinas e as femininas da árvore).
Assim mesmo, as categorias das árvores: as folhas caducas e as folhas perenes estão afetadas por signos opstos: um simboliza o céu das mortes e renascimento; e o outro representa a imortalidade da vida, quer dizer, das manifestações diferentes de uma mesma identidade.
Na Bolívia e no Haiti, a árvore não é só deste mundo, ela sobe para mais longe. Vai dos infernos aos céus, como um caminho de viva comunicação.
Para os celtas a árvore cósmica tinha o nome de Bilé, no idioma irlândes, e a germânica se chamava Iggdrasil no idioma antigo nórdico (Old Norse).


A árvore dos antepassados

De acordo com as idéias de muitos antropólogos, podemos crer que a árvore foi considerada um antepassado mítico de uma tribo, ao perceber na relação estreita com o culto lunar.
Assim afirmavam os druidas
Mas existem numerosos exemplos em outras culturas: Os Mãos e os Tagálop das Filipinas; o Yu-nan do Japão, Os Ainu da Ásia central; na Austrália que unem suas origens de suas raças com o bambu e acácia.
A árvore também intervém nas interpretações antropomórficas (transformação do homem em árvore e vice versa).
Isso pode se ver nas crenças dos povos altaicos e turco-mongois da Sibéria, o mesmo que nos celtas.
O matrimônio místico entre árvores e humanos é comum na Índia, no Penjab e no Himalaia. Também na América do norte, e em algumas áreas da África.




A árvore social

A árvore também simboliza o crescimento de uma família, de uma cidade, de um povo, de uma nação, e do poder do rei. Um bom exemplo disso é Nabucodonosor e a interpretação de seu sonho pelo Profeta Daniel.
Na tradição bíblica judaica-cristã, se detecta no relato da tentação do livro do Gênesis, as grandes árvores que figuravam as vezes nos Salmos. Essa árvore simboliza a cadeia de gerações, cuja história se resume na Bíblia e que culmina com a chegada da Virgem e de Jesus Cristo. Esta mesma árvore inspirou muitas obras de arte e foi objeto de cometários místicos.

A árvore celta

Nas tradições celtas a árvore oferece três temas: Ciência, Força e Vida. O tema base é UID, homônimo do nome da ciência, com a qual os antigos se confundiram voluntariamente. Um dos principais jogos de palavras da antiguidade é o de Plínio com os nomes gregos Drus e Druidas
Árvore é o símbolo da ciência e sobre sua madeira foi precisamente gravados os textos celtas de antigamente. A árvore é também a Força em alguns vocábulos ou nomes próprios que nos indicam uma etimologia indo-européia. Da mesma maneira, e para finalizar, ela também é o símbolo da Vida, por atuar como intermédio entre o céu e a terra e resulta inclusive na portadora de frutos que dão ou prolongam a existência,
As árvores celtas oferecem tantas vantagens, que em muitos países se cultivam, atualmente, porque brindam proteção e grandes influências mágicas.


O Mito das Árvores

Este mito tem como seu melhor reflexo no ‘’O Combate das árvores’’, que é um poema atribuído ao bardo Taliesin, que narra como Gwyddyon salvou a vida de um grupo de valentes bretões ao transformá-los em árvores sem impedir que dessa forma pudessem brigar com seus inimigos.












Fonte: cafehistoria.ning.com

9 de março de 2011

A Árvore da Vida - Árvore nas Simbologias Bíblicas


Alegoria simbolizando a Árvore da Vida 
Antes de qualquer coisa acredito ser importante dizer que as simbologias implícitas à árvore, como por exemplo, o termo "árvore da vida", deva ser compreendida dentro de outros contextos. Dentro da simbologia bíblica, apenas para mencionar um exemplo, a árvore pode assumir outras conotações uma em especial diz respeito à "árvore do conhecimento do bem e do mau".


Ilustração representando o primeiro casal humano
diante da árvore do "fruto proibido". Na imagem
em questão a representação da árvore é de uma
macieira - o que, aliás seria outra inconsistência
narrativa - sendo esta, a árvore do conhecimento
do bem e do mau.
O significado da “árvore do conhecimento do bem e do mau”, e da restrição baseada em seu fruto, muitas vezes tem sido incorretamente relacionado com o ato sexual por parte do primeiro casal humano. É claro que tal associação não leva em consideração o fato de que nas próprias escrituras diz-se que Deus teria dado ao primeiro casal humano a ordem: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” É o que diria o livro bíblico de Gênesis 1:28. Antes, por representar “o conhecimento do bem e do mau”, e pela declaração de Deus, decretando-a fora dos limites para o casal humano, a árvore tornou-se símbolo do direito de Deus, de determinar ou estabelecer para o homem os padrões do que é “bom” (aprovado por Deus) e do que é “mau” (condenado por Deus). Por conseguinte, transpor os limites da área proibida, por comer da “árvore do conhecimento do bem e do mau”, seria uma revolta contra o domínio e a autoridade de Deus.
Esta simbologia envolvendo árvores na verdade é uma peça muito importante na simbologia cristã e ela anda ao lado de outra simbologia relacionada às árvores a da "árvore da vida" (pode haver outras traduções para o termo árvore da vida).


A expressão “árvore da vida” é usada com respeito à verdadeira sabedoria, aos frutos do justo, à realização de uma coisa desejada, e à calma da língua; também é associada com a coroa da vida - expressão cujo significado, acredito não precisar de muitas definições. Mencionam-se árvores em associação com as condições frutíferas, pacíficas e jubilosas, que resultam da realeza de Deus e da restauração de seu povo.
Por este motivo o "termo árvore da vida" é simbolo da boa condição advinda do verdadeiro conhecimento divino. A alusão ao verdadeiro conhecimento, no entanto, não se restringe ao conjunto dogmático cristão ela está presente em outras crenças, por exemplo no hermetismo, crença baseada nos ensinos de Hermes.

E ao falar em ávore da vida é interessante lembrar da obra de Israel Regardie - A Árvore da Vida, que embora não fale deste tema específico nos leva a indagar o significado desta expressão.
As árvores eram também usadas para simbolizar pessoas, governantes e reinos, como na profecia que assemelhou a queda de Faraó e sua massa de gente ao corte dum majestoso cedro, bem como na profecia do profeta Daniel relativa à enorme árvore que representava o domínio “no reino da humanidade”.  Um homem justo é assemelhado a uma árvore plantada junto a correntes de água, segundo o Salmo 1:3, cuja folhagem é luxuriante e cujos frutos continuam a crescer até mesmo na seca.

A imagem acima é uma produção artística atual de livre interpretação
de Mikael Quites da Árvore da Vida
(não necessariamente a Árvore da Vida bíblica)
A promessa de que os dias do povo restaurado de Deus seriam como os duma árvore torna-se mais significativa pelo fato de que algumas árvores da Palestina vivem séculos, até mesmo mil anos ou mais. Na visão do profeta Ezequiel, uma corrente que fluía do templo visionário estava perfilada de árvores frutíferas, de folhas curativas, e uma visão similar é apresentada no livro de Apocalipse. 
Mas as relações, até certo ponto, ocultas entre árvores e a simbologia cristã não param por aí. E um exemplo curioso disto pode ser notado na origem da palavra hebraica para árvore. A palavra hebraica para árvore é também usada com relação a estaca ou poste em que se pendurava um corpo. Ao aplicar o livro bíblico de Deuteronômio 21:23, o apóstolo Paulo usou a palavra grega xý·lon (madeiro), ora a corelação entre madeiro e a cruz onde foi morto o Cristo é imediata. Não apenas por isso, mas indo um pouco mais além o passado histórico da cruz de cristã teria sido o tronco das árvores das florestas por onde os romanos teriam passado. Porém, isso é assunto para outra postagem. Por agora, creio que o assunto já "criou raízes".      

Fonte: Arquivos pessoais

12 de dezembro de 2010

Hora Profana


Se o leitor já assistiu a filmes como Atividade Paranormal, onde um espírito ou demônio costuma atacar suas vítimas num horário específico, então já deve ter percebido com que frequência as coisas costumam acontecer às três da manhã. É claro que tal particularidade chama a atenção, então nesta postagem trago um pouco deste tema e a significância das três horas da manhã.

Segundo a tradição diz-se que Jesus foi morto às três horas da tarde e seu espírito subiu ao Céu ou Paraíso nesta hora, ainda outra tradição diz que ele esteve no Hades ou inferno até o terceiro dia, quando foi ressucitado. Diz-se que a assunção de Maria ao Céu também ocorreu às três horas da tarde. Alguns afirmam que é quando o véu entre este mundo e o Céu (Paraíso) é mais fino. Obviamente o mesmo pode ser dito da hora oposta, ou seja, às 3 da manhã, dividindo tal véu - este mundo e o “Reino das Trevas”.

Certos rituais pagãos, por exemplo, são notadamente feitos às 3 da manhã, não à meia noite. Assim que estes rituais negros são feitos, nestaa hora, proporciona-se um ganho de força para o mal.
3 horas é também uma distância de tempo suficiente entre o anoitecer e o amanhecer. A luz do Sol, mesmo em pequenos traços de radiação ultravioleta e infravermelha ainda pode ser vista por mais de uma hora após o pôr do Sol. Mas às 3 da manhã, por exemplo, "num céu escuro de lua nova" pode-se perceber uma capa de grande escuridão.

A escuridão seria o poder dos demônios e espíritos malignos. Eles preferem a escuridão porque a luz pode ser insuportável para eles. Desta afirmação nós podemos tirar uma lição de nós mesmos - quando crianças ligavamos uma luz para nos livrar dos “monstros” - o que de alguma forma nos confortava. Há alguma verdade nisso porque os demônios inferiores, especialmente, são facilmente afugentados pelas coisas "positivas" como a luz em oposição as trevas em uma alusão do Bem contra o Mal. Enquanto alguns demônios, por outro lado aparecem durante o dia pondo crucifixos abençoados de cabeça para baixo em uma parede, entre outras coisas. Estas são também demonstrações de poder como se ostentassem dizer: “EU POSSO FAZER ISTO!” ou “ISTO NÃO TEM NENHUM EFEITO SOBRE MIM”, como para enfraquecer a fé daqueles que foram ou vem sendo oprimidos por eles.

Demônios também gostam de fazer barulho naqueles que são considerados feriados cristãos e “dias santos”, como a sexta-feira santa e páscoa. Esta é apenas outra maneira de eles mostrarem poder, desrespeitando o cristianismo.
O que me leva ao que alguns dizem ir além do simbolismo do "3", como indicado por outros - uma paródia da santíssima trindade. No entanto, 3 da manhã é ainda um momento fundamental por outras razões. Essencialmente, a transição ocorre nessas horas 3-4 da manhã. Neste caso, refiro-me a quando os demônios aumentam de número, passando de infestação para as fases de opressão.

Portanto esta hora determinada é de fato um momento muito “profano” do dia. 3 da manhã é muitas vezes um marcador para estas mudanças à medida que crescem em direção a um estágio mais grave de uma assombração demoníaca, para infestação e daí para uma fase de opressão.

Em suma, se você costuma acordar para ver o relógio e é exatamente 3 da manhã, você pode estar vendo isso como um aviso. O número 3 está transformando-se em um símbolo demoníaco. Muitas vezes ele pode ser um aviso de que algo está para se manifestar ou que já tem sido manifesto.

19 de novembro de 2010

Lilith e a crônica de Caim

Abaixo trecho de O Livro de Nod onde é narrada a história de Caim segundo uma versão diferente daquela corrente do Gênesis cristão. No trecho reproduzido conta-se como Caim, depois de ter sido expulso de sua terra pelo Único Acima [Deus], teria sido encontrado por uma mulher que lhe acolheu e o introduziu às artes secretas do sangue.

A mulher em questão era Lilith a primeira esposa de seu pai, Adão.
"Eu sonho com os primeiros tempos; a memória mais longa; eu falo dos primeiros tempos; o mais velho Pai que eu canto dos primeiras tempos e o amanhecer da Escuridão. Em Nod, onde a luz do paraíso ilumina o céu noturno e as lágrimas de nossos pais molharam o solo, cada de nós, de algum modo, define viver e levar nosso alimento da terra.

E eu, Caim o primeiro-nascido, eu, com coisas afiadas, plantei as sementes, no escuro as molhei nas suas covas de terra, as assisti crescer; e Abel, o segundo-nascido Abel, cuidou os animais ajudado por seus herdeiros de sangue e alimentaram-se deles, os assistiam crescer.

Eu o amo, meu Irmão. Ele era o mais luminoso, o mais doce, o mais forte. Ele foi o primeiro motivo de toda minha alegria. Então um dia que nosso Pai disse a nós: Caim, Abel, sobre Mim vocês tem que fazer um sacrifício – um presente da primeira parte de tudo aquilo que vocês têm. E eu, Caim o primeiro-nascido, eu juntei os brotos tenros, as frutas mais luminosas, a mais doce grama. E Abel, o segundo-nascido, Abel sacrificou o mais jovem, o mais forte, o mais doce dos seus animais. No altar de nosso Pai nós pusemos nossos sacrifícios e acendemos fogo debaixo deles e assistimos que a fumaça os levasse até o único Acima. O sacrifício de Abel, o segundo-nascido, cheirou docemente ao único Acima e Abel foi santificado. E, eu, Caim o primeiro-nascido, eu fui golpeado de além por uma palavra severa e uma maldição, por meu sacrifício ser desmerecido. Eu olhei o sacrifício de Abel, ainda fumegando, a carne, o sangue. Eu chorei, eu cerrei meus olhos eu rezei noite e dia; e quando o Pai disse: o tempo por sacrifício veio novamente e Abel conduziu seu mais jovem, seu mais doce, seu mais amado para o fogo sacrificial, eu não levei o meu mais jovem, meu mais doce, porque eu sabia o único Acima não os quereria.
E meu irmão, amado Abel disse para mim, Caim, você não trouxe um sacrifício, um presente da primeira parte de sua alegria, para queimar no altar do único Acima. Eu chorei lágrimas de amor por mim e então, com ferramentas afiadas, sacrifiquei a que foi a primeira parte de minha alegria, meu irmão. O sangue de Abel cobriu o altar e cheirou docemente quando queimou. Mas meu Pai disse "Amaldiçoado é você, Caim que matou seu irmão". Eu fui expulso assim como deveria ser e Ele me exilou para vagar na Escuridão, na Terra de Nod. Eu voei na Escuridão; não vi fonte de luz e eu tive medo. Eu estava só.


A Magia de Lilith

Eu estava só na Escuridão e eu tive fome. Eu estava só na Escuridão. E eu tive frio. Eu estava só na Escuridão e eu chorei. Então veio até mim uma doce voz, uma voz de mel. Palavras de auxílio. Palavras de conforto. Uma mulher, sombria e adorável, com olhos que perfuravam a escuridão, veio a mim.
"Eu conheço sua história", Caim de Nod. Ela disse, sorrindo. "Você tem fome. Venha! Eu tenho comida. Você tem frio. Venha! Eu tenho roupas. Você está triste. Venha! Eu tenho conforto." Quem confortaria um amaldiçoado como eu? Quem me vestiria? Quem me alimentaria ? "Eu sou a primeira esposa de seu Pai, aquela que discordou com o único Acima e ganhou Liberdade na Escuridão. Eu sou Lilith. Uma vez, eu tive frio, e não havia nenhum calor para mim. Uma vez, eu tive fome, e não havia nenhuma comida para mim. Uma vez eu estava triste, e não havia nenhum conforto para mim."




Ela me alojou, ela me alimentou. Ela me vestiu. Nos braços dela, eu achei conforto. Eu chorei até sangue gotejou de meus olhos e ela os beijou. E eu morei durante um tempo na Casa de Lilith e lhe perguntei: "Fora da Escuridão, como você construiu este lugar? Como você fez roupas? Como você cultivou comida?" E Lilith sorriu e disse, ao contrário de você, eu estou "Acordada". Eu vejo as Linhas que giram ao redor de você. Eu faço o que eu preciso com Poder. "Desperte-me, então, Lilith" - eu disse. "Eu tenho necessidade deste Poder. Então, eu poderei fazer minhas próprias roupas, fazer minha própria comida, fazer minha própria casa."

A preocupação dobrou as sobrancelha de Lilith. "Eu não sei o que fazer para você Despertar, porque você verdadeiramente é amaldiçoado por seu Pai. Você poderia morrer. Você poderia mudar para sempre." Caim disse: 'Mesmo assim, uma vida sem Poder não será pago vivendo. Eu morreria sem seus presentes. Eu não viverei como seu Thrallî." Lilith me amou, e eu soube isto. Lilith faria o que eu pedi, entretanto ela não desejou isto. E assim, Lilith, os olhos brilhantes de Lilith, me Despertaram. Ela se cortou com uma faca sangrou para mim em uma tigela. Eu bebi profundamente. Era doce. E então eu entrei no Abismo. eu caí eternamente, caindo na escuridão mais profunda.

A Tentação de Caim


E para a Escuridão veio uma luz-fogo brilhando luminoso à noite. E o arcanjo o Michael se revelou para mim. Eu era destemido. Eu perguntei o que ele queria. Michael, General do Céu, portador da Chama Santa, disse para mim: "Filho de Adão, Filho de Eva, seu crime é grande, e também a clemência de meu Pai é grande. Você não se arrependerá do mal que você fez, e deixará sua clemência lavá-lo para que fique limpo?" E eu disse a Michael: "Não por graça do único Acima, mas por minha própria vontade que eu vivo, com orgulho." Michael me amaldiçoou dizendo: "Então, que você caminhe nesta terra; você e suas crianças temerão minha chama viva, que morderá profundamente e saboreará sua carne." E pela manhã, Raphael veio iluminando o horizonte, o guia do Sol, vigia do Leste. Raphael disse: "Caim de Adão, filho de Eva, seu irmão Abel o perdoou de seu pecado; você se arrepende e aceita a clemência do Todo-Poderoso?" E eu disse a Raphael: "Não pelo perdão de Abel, mas pelo meu próprio perdão." Raphael me amaldiçoou, dizendo "Então, que você caminhe nesta terra, você e suas crianças temerão o amanhecer, e os raios do sol irão queimá-lo como fogo onde quer que você se esconda. Esconda-se agora para o nascer do Sol levar sua ira até você". Mas eu achei um lugar secreto na terra e me escondi da luz ardente do Sol. Profundamente na terra, eu dormi até a Luz do Mundo ser escondida atrás da montanha da Noite. Quando eu despertei de meu dia de sono, eu ouvi o som de suaves asas avançando e eu vi as asas negras de Uriel estendidas ao redor de mim - Uriel, ceifeiro, anjo de Morte, Uriel Sombrio que mora na escuridão. Uriel falou quietamente a mim, dizendo: "Filho de Adão, Filho de Eva, o Deus Todo-Poderoso o perdoou de seu pecado. Você aceitará sua clemência e me deixará levá-lo de volta, já não amaldiçoado?" E eu disse a Uriel escuro alado: "Não pela clemência de Deus, mas minha própria vontade que eu vivo. Eu sou o que eu sou, eu fiz o que eu fiz, e isso nunca mudará." E então, por Uriel o terrível Deus Todo Poderoso me amaldiçoou, dizendo: "Então, para que você caminhe nesta terra, você e suas crianças se agarrarão a Escuridão. Você só beberá sangue. Você só comerá cinzas. Você sempre será como você estava na morte. Nunca morrerá, se mantendo vivo. Você entrará para sempre na Escuridão, tudo que você tocar irá se tornar em nada, até os últimos dias."
Eu dei um grito de angústia a esta maldição terrível e rasguei a minha carne. Eu chorei sangue. Eu peguei as lágrimas em uma xícara e as bebi. Quando eu observei minha bebida pesadamente, o arcanjo Gabriel, Gabriel gentil, Gabriel o senhor da clemência, apareceu a mim. O arcanjo Gabriel disse para mim: "Filho de Adão, Filho de Eva – vá! A clemência do Pai é maior que você sempre soube, agora há um caminho aberto, uma estrada de clemência que você chamará de Golconda e fala para suas crianças disto, para que seguindo esta estrada possam morar na Luz uma vez mais." E com isso, a escuridão foi erguida como um véu e a única luz eram os olhos luminosos de Lilith. Olhando ao redor de mim, eu soube que tinha Despertado.

Quando minhas primeiras energias surgiram através de mim eu descobri como me mover como o raio [Celeridade], como obter a força da terra [Potência], como ser como pedra [Resistência]. Lilith então mostrou para mim, como ela se esconde de caçadores [Ofuscação], como ela ordena obediência [Dominação], e como ela exige respeito [Presença]. Então, despertando-me adiante, eu achei o modo para alterar formas [Metamorfose], o modo de ter domínio sobre animais [Animalismo], o modo para fazer olhos ver o passado [Auspícios]. Então Lilith mandou que eu parasse, dizendo que eu tinha alcançado meus limites. Que eu tinha ido muito distante. Que eu ameacei minha essência. Ela usou seus poderes e me comandou que parasse. Por causa do seu poder, eu atendi, mas profundamente dentro de mim uma semente foi plantada, uma semente de rebelião e quando ela virou sua face para mim, eu me abri mais uma vez, para a Noite, e vi as possibilidades infinitas nas estrelas e soube que um caminho de poder, um caminho de Sangue eu tomei, e assim despertado em mim este Caminho Final, do qual todos os outros caminhos cresceriam. Com este mais novo poder, eu quebrei os laços que a Senhora da Noite que me vestiu. Eu deixei a Rainha Maldita naquela noite, me escondendo nas sombras, eu fugi as terras de Nod e vim para um lugar onde os demônios dela não poderiam me achar."

FONTE: Ayisha Jocastian. Livro de Nod. As Crônicas de Caim, 2002. IN ScribD
Segue abaixo link para download do livro

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14 de novembro de 2010

Demonolatria 1ª parte



(Texto) Fonte: Adoração ao Diabo
CARUS, Paul. Devil Worship. History of The Devil, 1900. [Trad. e Adaptação: Ligia Cabus] ─ In Sacred-Texts.[www.sacred-texts.com/evil/hod/hod04.htm]





*parte do texto traduzido de Ligia Cabus foi readaptado nestas postagens.


Esta série de postagens foi inspirada em resultados de uma busca que fiz na internet e em arquivos pessoais sobre o tema demonolatria. O objetivo desta pesquisa foi tentar compreender o porquê da adoração de uma criatura que na grande maioria das culturas (talvez em todas) é considerada como o símbolo maior do mal, e para isso começo transcrevendo o seguinte abaixo:


'Na história da adoração a essa entidade conhecida como diabo, muitos estudiosos, como o alemão Georg Waitz [1813-1886], o inglês Sir John Lubbock [1834-1913], e o também inglês e antropólogo Edward Burnett Tylor [1832-1917] reuniram informações das quais deduziram que em um estágio dos mais "primitivos" da religião, a adoração ou veneração ao Diabo [ou seus assemelhados, o mal] precedeu o culto a um Deus benevolente e moralizador, divindade do Bem.


As divindades malignas aparecem como as personagens mais importantes no passado remoto de quase todos os sistemas de fé. Demonolatria, cultos aos Diabos, são o primeiro estágio da evolução do pensamento religioso; porque os homens, muito antes de pensarem em bençãos, curvaram-se ao meio hostil. Os homens primitivos eram primitivos mas não eram insanos: temiam o Mal e não o Bem. Assim, era natural que buscassem técnicas apaziguadoras que evitassem os infortúnios provenientes de um mal cuja origem não podiam alcançar.









O filósofo inglês, Herbert Spencer [1820-1903], acreditava que o fundamento da religião é o "Desconhecido", querendo com isso dizer que o que os selvagens adoravam [e adoram] é aquilo que eles não entendem. [Assim, o Desconhecido de Spencer é algo que não se entende e não algo que nunca se conheceu. Não é uma hipótese consistente. Um provérbio alemão diz: O que não conheço, não me preocupa; ou em português, algo como: O que os olhos não vêem o coração não sente.






Aquilo que é absolutamente desconhecido não comove o homem. Os selvagens não reverenciam o trovão porque não sabem o que é, ou porque não sabem explicar o fenômeno. Porém, conhecem suficientemente o fenômeno subseqüente, o raio, e os estragos que ele pode causar: matar, machucar, queimar sua cabana. O selvagem tem medo dos trovões e dos raios. Então, em uma tentativa de controlar a ameaça, desenvolve reverência por essa força intangível na esperança de evitar suas manifestações.



Georg Waitz, falando sobre os nativos norte-americanos das tribos da Flórida, observa que indivíduos daquelas culturas que não foram semi-cristianizados, têm, ainda [o autor escreve no século XIX, anos 1800] uma adoração [reverência] solene a um espírito do Mal, Toia ─ que atormenta suas vítimas com visões. Esses nativos pouco se preocupam com o Espírito do Bem, o qual, Ele mesmo, parece [para os nativos] pouco se importar com raça humana.







A mesma característica ocorre em tribos de amerabas, indígenas brasileiros. Esses indígenas têm a viva convicção de um Princípio do Mal [personificado na mitologia do encantado Anhangá - N. do T.] sobre eles; eventualmente, referem-se ao Bem; mas esse, o Bem, é muito menos reverenciado que o outro, o Mal. No contexto de seus esforços pela sobrevivência, os selvagens percebem o Ser Benevolente como uma entidade mais fraca, menos poderosa e/ou influente sobre o destino dos homens que o Mal, que se manifesta diariamente. Em 1605. o capitão John Smith, herói da colonização da Virgínia descrevia o culto a Okke [palavra que, aparentemente, significa além do nosso controle] escreveu:






Existe na Virgínia uma tribo tão selvagem que não possui religião além da reverência a todas as coisas que, potencialmente, podem lhes produzir qualquer dano ou das quais dependem para se manter vivos. Tais coisas, seres e elementos são, por isso, objeto de culto. [É o pensamento religioso animista em busca de apaziguamento das forças da Natureza]. O fogo, a água, o raio, o trovão, cavalos, peixes, etc.. Mas seu Deus maior, a quem chamam Oke. Diz Smith que Oke significa deuses e, assim, Oke é como um panteão resumido em uma imagem. Os nativos disseram que viram Oke e que se parece mais com eles mesmos [homens] do que poderiam imaginar. Nos templos dedicados a Oke, sua representação, entalhada, é assustadora; pintada e adornada com correntes, peças de cobre, contas. [Uma vez por ano 15 jovens são mortos, sacrificados para a gratificação de Oke...].





Práticas similares foram observadas entre quase todas as tribos caribenhas e amerabas, nas ilhas e no continente Sul-Centro-Americano. Em Hispaniola - Ilha de São Domingos [Caribe], a divindade fúnebre é Joacana. O ritual terrível faz desses indígenas alguns dos mais abomináveis entre esses primitivos adoradores do Mal. Entre os povos pré-colombianos do México, os mais civilizados da região, a idéia de um Deus de Paz e Amor não é inteiramente estranha porém, o medo do adversário, o horrendo Huitzilopochtli ainda assustava o suficiente para que os nativos manchassem os altares de seus templos com o sangue de vítimas humanas.

9 de novembro de 2010

Demonolatria 2ª parte

Na postagem anterior sob o título Demonolatria eu abordei, com base no texto traduzido por Ligia Cabus, a questão da origem da adoração do Mal como sendo anterior a adoração do Bem, nesta continuação veremos que práticas de adoração ao "Mal" estão presentes, ou pelo menos podem ser percebidas como características cerimoniais mórbidas, até mesmo em cerimônias de adoração ao bem atualmente, como remanescentes de uma idéia de apaziguamento do mal.

As antigas e clássicas civilizações também carregam esse feio passado em sua história (a saber o sacrifício humano). Os sacrifícios humanos são freqüentemente mencionados na Bíblia. Como no episódio do rei de Moabe (2ª Reis, 3:26,27).


"Quando o rei de Moabe viu que a batalha se mostrou forte demais para ele, tomou consigo imediatamente setecentos homens que puxavam da espada para romperem até o rei de Edom, mas não puderam. 27 Por fim tomou seu filho primogênito que ia reinar em seu lugar e o ofereceu como sacrifício queimado sobre a muralha. E veio a haver grande indignação contra Israel, de modo que se retiraram de ir contra ele e retornaram ao seu país.".

Os profetas pregaram muitas vezes contra a prática pagã entre israelitas que, imitando a religião de seus vizinhos, sacrificavam seus filhos e filhas aos demônios ou então faziam-nos passar através do fogo de Moloch (ou Moloque), para serem devorados pelas chamas.

Moloque era uma deidade especialmente associada com os amonitas (habitantes da terra de amon); possivelmente o mesmo que Milcom. No livro bíblico de Jeremias 32:35, Moloque é mencionado em paralelo com Baal, o que sugere, se não uma identificação, pelo menos alguma relação entre os dois. Diversas autoridades consideram “Moloque” mais como título, em vez de como nome duma deidade específica, e, portanto, apresentou-se a idéia de que a designação “Moloque” talvez tenha sido aplicada a mais de um deus.

Link para o site de origem da imagem de Moloque. (site em inglês)







As nações mais civilizadas do mundo preservam em suas mitologias a memória de, em um tempo primitivo de seu desenvolvimento religioso, imolarem seres humanos para tornar propícias as divindades irritadas. Quando Atenas estava no auge de sua glória, Eurípedes [485-406 a.C. ─ dramaturgo grego] representava o drama do trágico destino de Polixena, que foi sacrificada sobre o túmulo de Aquiles para acalmar o espírito do herói morto assegurando, deste modo, um retorno seguro dos guerreiros gregos.


Os sacrifícios humanos são uma característica central na adoração aos "demônios", mas não é única. Existem outras práticas diabólicas baseadas na idéia de que este tipo de deidade tem prazer em testemunhar a tortura e a maior das abominações, o canibalismo. O canibalismo, como explicam os antropólogos, jamais resulta de uma escassez de comida; não. O canibalismo não é uma simples refeição. Antes, é um ritual religioso, justificado por superstições, crenças, especialmente a idéia de que partilhar [como lanche...] o coração ou o cérebro do adversário proporciona absorver a coragem, a força e outras virtudes do sacrificado. Seriam os rituais antropofágicos, presentes também, pelo menos no passado, na tradição cultural de tribos indígenas brasileiras. (Nota pessoal do autor deste blog)





Esta relação entre comer o semelhante para apoderar-se de suas virtudes, esse pensamento que implica práticas tão brutais, ainda permanece diluída na simbologia mais importante da religião mais poderosa do planeta: o cristianismo. Em particular, o cristianismo católico, com sua cerimônia da Transubstanciação: o pão no corpo, o vinho no sangue de Jesus. Ainda que os padres apelem para todas as justificativas, sejam teológicas, semióticas ou simplesmente misteriosas, essa referência ao beber sangue e comer o corpo é, no mínimo, uma coisa mórbida. A inocente transubstanciação operada nas missas serve como péssima inspiração para a deturpação da prática dando origem a seitas instituídas por psicopatas-criminosos de todo tipo. A Religião nasceu do medo. A religiosidade dos selvagens demonstra isso muito bem. O medo do mal é notável e, por isso, os primeiros esforços foram feitos no sentido de estabelecer uma relação amigável com os agentes do Mal, e não do Bem; porque o Bem não causa transtornos. A demonolatria existe hoje. Está nas manchetes policiais do mundo inteiro; e vai continuar existindo até que o senso comum do homem mediano perceba ou resgate o significado das palavras e a delicada relação ontológica* entre o Bem, o Bom e o Belo.
*Ontológica:Referente à ontologia: ciência que investiga a natureza do ser enquanto ser, considerado em si mesmo, independente da matéria e
das especulações acerca da essência, substância e acidentes.

2 de novembro de 2010

O Dia dos Mortos

De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto.. .

O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!

[...]


Assim inicia Álvares de Azevedo o poema Um Cadaver de Poeta. A morte, aliás, seria ainda a musa inspiradora para diversos outros poemas, não apenas de Álvares de Azevedo, mas de diversos outros poetas ao redor do mundo.


No entanto, não só de poesias "vive" a morte.

A morte é inerente à vida e nas diferentes culturas os povos encontrarão diferentes formas de encarar a morte, algumas culturas encararão a morte como a mais terrível de todas as fatalidades, arauto das vindouras aflições eternas, para aqueles que permanecerão vivos sem seus entes falecidos.


Para outras culturas, no entanto, a morte pode ser encarada como uma ocasião festiva, o que pode aos olhos de alguns observadores soar como desrespeitoso.


Por diferentes motivos resolvi tocar neste tema que engloba toda a humanidade num manto agourento, negro e lutuoso e o principal deles se explica pela data desta postagem, 2 de novembro. Se você vive no Brasil ou no México então sabe que estou falando do dia de finados ou em espanhol "día de los muertos". É claro que não apenas o Brasil e o México celebram um dia específico em homenagem aos mortos, em todo o mundo muitos povos tem algum tipo de comemoração que envolve o mundo dos mortos. Nesta postagem, porém, decidi destacar um pouco da comemoração mexicana do dia dos mortos.


No caso dos mexicanos é emblemática a forma como as homenagens assumem um caráter visivelmente festivo. Ao longo dos séculos alguns costumes indígenas foram misturados com o catolicismo romano muito presente no México. De fato, esses costumes ainda caracterizam a forma de adoração dos católicos mexicanos.
Todo ano, por exemplo, muitas pessoas no México vão a cemitérios no dia 2 de novembro para comemorar o Dia de Finados. Às vezes, flores, comida e bebidas alcoólicas são deixadas para parentes ou amigos achegados que morreram, e alguns até contratam grupos musicais para tocar as músicas prediletas de seus entes queridos falecidos. Muitos católicos também fazem um altar em casa e talvez coloquem ali uma foto da pessoa que morreu.

A Enciclopedia de México explica que certas práticas relacionadas com o Dia dos Mortos parecem “preservar aspectos das cerimônias indígenas dos meses de ochpaniztli e teotleco, quando flores cempasúchil e tamales de milho eram oferecidos aos manes [almas dos mortos] num período do ano em que a colheita tinha acabado de ser feita — no fim de outubro e no começo de novembro”. Conforme comentado pela enciclopédia, alguns costumes lembram festividades similares comemoradas em épocas pré-colombianas, que tinham um certo clima de carnaval.
Apenas para não deixar passar em branco acho que devo mencionar também, por exemplo que até mesmo na Ásia os costumes "cristãos" relacionados à comemoração do Dia de Finados também se faz presente. Por este mesmo motivo posto a foto abaixo.

21 de outubro de 2010

Purgatório



No texto abaixo venho trazendo uma definição que encontrei do que significa o purgatório ao vasculhar meus arquivos pessoais. O texto é basicamente uma série de citações à outras obras de referência, onde diversos autores vêm trazendo definições da origem do termo "purgatório" e seu uso atualmente. Portanto vamos à definição.


Purgatório: “Segundo o ensinamento da Igreja [Católica Romana], o estado, o lugar, ou a condição no outro mundo . . . onde as almas dos que morrem na graça, mas que ainda não estão livres de toda a imperfeição, fazem expiação pelos pecados veniais (i.e. pecados suscetíveis ao perdão) não perdoados ou pelo castigo temporal devido a pecados veniais e mortais que já foram perdoados e, por assim fazerem, são purificados antes de entrarem no céu.”


(New Catholic Encyclopedia, 1967, Vol. XI, p. 1034).



Quanto à natureza do purgatório alguns dos porta-vozes católicos dizem o seguinte:
“Muitos pensam que o sofrimento total no purgatório se identifica com a consciência da postergação temporária da visão beatífica, embora o conceito mais comum seja de que, além disso, há positivamente algum castigo . . . Na Igreja Latina, tem-se geralmente mantido que esta dor é imposta pelo fogo real. Isto, porém, não é essencial à crença no purgatório. Nem mesmo é certo. . . . Mesmo que alguém, como no caso dos teólogos do Oriente, decida rejeitar a idéia do sofrimento induzido pelo fogo, deve cuidar para não excluir do purgatório todo o sofrimento positivo. Ainda assim há real aflição, tristeza, angústia, vergonha de consciência e outras tristezas espirituais, capazes de infligir verdadeira dor à alma. . . . A pessoa deve lembrar, de qualquer forma, que, em meio aos sofrimentos dessas almas, elas gozam de grande alegria em razão da certeza da salvação.”

Na imagem perspectiva do purgatório.


(New Catholic Encyclopedia, 1967, Vol. XI, pp. 1036, 1037).

O filósofo grego Tales (do sétimo século a.C.) ensinava que havia uma alma imortal nos metais, nas plantas, nos animais e nos homens. O poder vital, dizia ele, muda de forma, mas nunca morre. No sexto século a.C., o famoso matemático Pitágoras dizia que, após a morte, a alma ia para o Hades, a fim de ser expurgada, e então voltava para entrar num novo corpo, continuando nesta cadeia de transmigração até culminar numa vida totalmente virtuosa. ‘A alma parece claramente ser imortal’, foi como Platão citou as palavras de Sócrates (do quinto século a.C.). Orfeu, base dum culto místico do sétimo século a.C., deu origem a uma teologia órfica, que ensinava que a alma, após a morte, ia ao Hades para enfrentar o julgamento. A narrativa da História da Civilização de Will Durant, na Parte II, página 190, 191 (em inglês), prossegue:


“Se o veredicto era de culpada, havia severa punição. Uma forma da doutrina
concebia esta punição como eterna e transmitiu à teologia posterior a idéia dum
inferno. Outra forma adotava a idéia da transmigração: a alma renascia vez após
vez, para vidas mais felizes ou mais amargas do que antes, dependendo da pureza
ou da impureza de sua existência anterior e esta roda de renascimentos giraria
até se alcançar a completa pureza e a alma ser admitida nas Ilhas dos Benditos.
Outra variedade oferecia a esperança de que a punição no Hades podia terminar
por meio das penitências realizadas com antecedência pela pessoa, ou após a sua
morte, pelos seus amigos. Assim surgiu a doutrina do purgatório e das
indulgências.”


Crédito da imagem "Perspectiva do Purgatório" Helder da Rocha
Fonte do texto: arquivos pessoais do autor.

21 de agosto de 2010

O Nazismo e Suas Inspirações Ocultas 1ª parte

Geralmente quando falamos em nazismo vêm à nossa mente aquelas típicas imagens de filmes tais como A Lista de Schindler ou imagens de documentários que tenhamos visto na televisão, numa visão bem política do tema. O que talvez passe um pouco despercebido é a relação que existia entre o nazismo e ideologias ocultas e mitológicas e para tanto decidi postar algo referente ao tema “nazismo e ocultismo” fazendo uma breve menção à Lança de Longinus e o Santo Graal.








Hitler teria fundado um império proposto há durar mil anos, ainda que poucos tenham percebido o quanto ele estava baseado em uma ideologia e um ocultismo estranho. Um dos principais patrocinadores foi um homem de imenso poder, Heinrich Himmler (foto ao lado), Fuhrer da SS chefe da Gestapo. Himmler gostava do livro de Rahn e estava fascinado pelo graal.




Segundo o professor e historiador Karl Hüser “A idéia de que o graal tenha sido emprestado em Thule-Gesellschaft, dos teósofos e antropósofos e que foi transferido para Viena sob Hitler e, mais tarde sob Himmler ambos, que não tinham muita educação intelectual se confundiram em alguma forma popular (lenda urbana?). Mas, os dois gostavam de se ver neste contexto.”

Em Wewelsburg, “seu castelo secreto da távola redonda” onde os doze melhores do seu mais secreto círculo se reuniam para planejar o futuro.




Ao redor de um Sol negro, com doze raios estilizados na forma de braços de suástica, os escolhidos de Himmler planejavam o futuro oculto do nazismo. Wewelsburg iria liderar um enorme centro da SS com a forma da Lança Sagrada (Lança do Destino, Lança de Longinus*) como aquela que perfurou o flanco de Cristo.




Ao lado planta da área de Wewelsburg onde é possível perceber a imagem da ponta de uma lança, em referência à Lança de Longinus. Uma demonstração da importância da arquitetura na ideologia oculta do nazismo.
No íntimo das mentes nazistas Otto Rahn serviria para ajudar a uní-los ao Santo Graal e encaixá-los em uma fantasia de culto e calvário germânicos.
Ainda segundo o professor Karl Hüser: “Seu povo tentou distorcer a cristandade de forma que suas reais origens teriam de ser encontradas nas orígens arianas e não no Oriente Próximo (e portanto, semita ou judeu, nota pessoal). Para isso ele teria de recorrer a todos os tipos possíveis de idéias e ideologias ocultas, as quais havia mais do que o suficiente na história da Europa. A pesquisa do graal é um exemplo. Eles encontraram os Cátaros por acaso e tentaram provar que na Idade Média a cristandade, da forma em que era manifestada, tinha a intensão de obter poder sobre o povo da mesma forma que a SS. Sem dizer que as pessoas seriam completamente dominadas por um tipo totalmente novo de servidão.”

O Extersteine é um local de culto onde os nazistas achavam que o dragão era YHWH (Jeová), o maldoso criador do mundo que ameaçava um Cristo gnóstico. Mas, o que Himmler gostava no livro de Otto Rahn era encontrar gnósticos rejeitando o Deus judeu, ou poderíamos dizer "um Deus judeu", do antigo testamento e tomando as rédeas da Igreja.

Durante muitos anos, Rahn trabalhou para a equipe de Himmler, mas, ele se demitiu após ter ficado chocado com sua experiência nos campos de concentração e sua ida às famosas casas de Lebensborn, onde jovens arianas, bonitas todas louras ofereciam seus corpos para gerar crianças arianas.



Fotografia de Otto Rahn que fora então indicado às SS como membro da equipe pessoal de Himmler na formação da ideologia nazista.








Câmara dos Dirigentes Supremos no Castelo de Wewelsburg, no centro da sala é possível observar a figura do Sol Negro e abaixo a cripta localizada no mesmo prédio.












*O capitão da guarda romana, Gaius Casius Longinus, foi o homem que cravou sua lança no peito de JESUS, ele era vítima de catarata(em elevado grau) e após o sangue de JESUS tocar-lhe o rosto foi curado.Longinus se converteu ao Cristianismo e tornou-se monge.Conhecido no Brasil por são Longuinho. São Longino foi preso e torturado por causa de sua fé cristã, teve seus dentes arrancados e sua língua cortada.

31 de julho de 2010

O sopro de fogo

O sopro de fogo dos dragões seria teoricamente possível, caso seus pulmões pudessem separar alguns dos gases que compõe o ar e se fossem de um material tolerante ao calor. A centelha de ignição poderia ser obtida da fricção de dois ossos ou pela ingestão de minerais, que poderiam ser combinados quimicamente para gerar uma reação exotérmica. Outras idéias são a utilização de magia por parte dos dragões de modo a criar fogo, sem que este lhes danifique os tecidos e o marfim da boca.
Os dragões representam, em parte a liberdade e o poder que o Homem deseja atingir. Seria bom acreditarmos que eles existem, ignorando a ciência neste assunto, além de mais ainda não se conseguiu explicar como é que a ideia de uma criatura, com asas, sopro de fogo, escamas e potencialmente mágica, pode chegar a culturas tão distantes e diferentes como a China Antiga ou os maias e os astecas.

Dragões na Alquimia
Apenas para dar uma pincelada de alquimia vou mencionar também o significado dos dragões para a simbologia alquímica. O dragão em chamas é um símbolo de fogo e Calcinação. Vários dragões lutando é símbolo de putrefação. Dragões com asas representam o princípio volátil; dragões sem asas representam o princípio fixo. Dragão que morde sua própria calda chama-se Ouroboros e significam a unidade fundamental de todas as coisas.

28 de julho de 2010

Dragões na Bíblia

Representação do dragão de sete cabeças bíblico
encontrado entre outros lugares no livro do Apocalipse
Os dragões segundo a cultura cristã, são aqueles que mais influenciaram a nossa visão contemporânea dos dragões.
Muito da visão dos cristãos a respeito de dragões é herdado das culturas do médio oriente e do ocidente antigo, como uma relação bastante forte entre os conceitos de dragão e serpente (muitos dragões da cultura cristã são vistos como simples serpentes aladas, as vezes também com patas), e a associação dos mesmos com o mal e o caos.

De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, no Antigo Testamento, dragões tipificam os inimigos do povo de Deus, como em Ezequiel 29:3. Ao fazer isso, associa-se a idéia das mitologias de povos próximos, para dar maior entendimento aos israelitas. É por isso que a Septuaginta (tradução antiga para o grego das Escrituras Hebraicas), na sua narrativa da história de Moisés, traduz “serpente” por “dragão”, para dar maior glória à ação de Deus Êxodo 7:9-12.
Há ainda, no antigo testamento, no Livro de Jó 41:18-21, a seguinte descrição:

18 Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as
pestanas da alva.

19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.

20 Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.

21 O seu hálito faz incender os carvões,
e da sua boca sai uma chama
.

Em Isaías 30:6, há citado um “áspide ardente voador”, junto com outros animais, para ilustrar a terra para onde os israelitas serão levados, pois o contexto do capítulo é sobre a repreensão deles. No Novo Testamento, acha-se apenas no Apocalipse de São João, utilizado como símbolo de Satanás.
O Leviatã, a serpente cuspidora de fumaça do livro de Jó, também é considerado um dragão bíblico. Os dragões nas histórias cristãs acabaram por adotar esta imagem de maldade e crueldade, sendo como representações do mal e da destruição.

O caso do mais célebre dragão cristão é aquele que foi morto por São Jorge, que se banqueteava com jovens virgens até ser derrotado pelo cavaleiro. Esta história também acabou dando origem a outro clássico tema de histórias de fantasia: o nobre cavaleiro que enfrenta um vil dragão para salvar uma princesa.

13 de julho de 2010

Pentagrama

Segundo Eliphas Levi: "O pentagrama é o signo da onipotência e da autocracia intelectual. O signo do Verbo feito carne e, segundo a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro bendito de Ormuz e de São João, ou o bode de Mendés. É a iniciação ou a profanação, a vitória ou a morte, a luz ou a sombra. Elevado no ar, com duas pontas para cima, representa satã, ou o bode da missa negra; com apenas um dos raios para cima, é o Salvador."



Pentagrama invertido
O pentagrama é a figura do corpo humano, com quatro membros e uma única ponta, que deve representar a cabeça. Uma figura humana, de cabeça para baixo, representa, naturalmente, o demônio, ou melhor, a subversão intelectual, a desordem, a loucura.




Maçonaria
O Pentalpha é geometricamente é composto de cinco "As", pois cada ângulo tem a forma desta letra. Na Maçonaria é o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico (pequeno universo) era associado ao Pentalpha, sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja.
A primeira letra do alfabeto grego e letra inicial dos vocábulos gregos utilizado para designar: ver, ouvir, meditar, bem agir e calar (ATREO, AISTO, ADALESQUE, AGATOPOEIRO, ABAQUIDZI).


Wicca e paganismo
Para os ritos pagãos, o Pentagrama é uma chave que se utiliza nos Rituais para abrir as portas de acesso ao Plano Espiritual. Simboliza os quatro elementos unidos pela Vontade do Mago, estando cada um num vertice, começando da esquerda para a direita: Água, Fogo, Terra, Ar e o último, que está em cima, Espírito, (notaram alguma semelhança com o enredo do filme O Quinto Elemento, onde o espirito humano está cercado pelos quatro elementos?). O Espírito é a Vontade, a Intenção que o Mago coloca nos seus trabalhos, que dominando os elementos que constituem a parte física deste mundo, consegue ou não atingir os seus objectivos.

Pentagrama na mitologia
Era um símbolo da deusa romana Vênus.
Era cultuado desta forma na natureza, como a forma que o planeta Vênus faz durante a aparente retroação de sua órbita.

Magna Dea

Mãe Tríplice de Susan Seddon Boulet



"A deusa mãe (ou Grande-mãe) é um símbolo Arquetípico associado a Mãe Terra, que serve como deidade da fertilidade e está intimamente ligado ao simbolismo da água como matriz dos seres. Como se pode verificar na Etimologia (fr.Mère).
Esta deusa é representada nas tradições ocidentais de muitas formas, das imagens talhadas em pedra de Cibeles a Dione, deusa invocada em Dodona, junto com Zeus, até finais da época clássica. Entre os hinos homéricos (séculos VII-VI a.C.)"

Ainda de acordo com a psicologia, segundo Jung que a definiu como a figura da Grande mãe como um símbolo da Matéria - o que explica o profundo sentido emocional da Mãe Terra.
Um outro conceito que poderíamos explorar melhor é do envolvimento que existe entre o conceito de maternidade e as deidades ao redor do mundo nas diversas formas de religião ou formas de culto, por isso no restante da postagem publicarei uma pequena relação de deusas-mães.
Deusas sumérias, mesopotâmicas e gregas
Tiamat na mitologia suméria, Ishtar (Inanna) e Ninsuna na Mitologia caldeia, Asherah em Canaã, Astarté na Síria e Afrodite na Grécia.

Deusas celtas
A deusa irlandesa Annan, às vezes conhecida como Dana, tem um impacto como deusa mãe, a julgar pelo Dá Chích Anann cerca de Killarney (Condado de Kerry). A literatura irlandesa nomeia a última e mais favorecida geração de deuses como ‘o povo de Danu’ (Tuatha de Dannan), Ceridween.









Deusas nórdicas
Entre os povos germânicos provavelmente foi adorada uma deusa na religião da Idade de Bronze Nórdica, que mais tarde foi conhecida como Nerthus na mitologia germânica, e que possivelmente seu o culto persistiu no culto a Freya da mitologia nórdica. Sua equivalente na Escandinávia era Njörðr, peculiarmente, uma deidade masculina.




Deusas gregas
Nas culturas do Egeu, Anatólia e no antigo Oriente Próximo, uma deusa mãe foi venerada com as formas de Cibeles (adorada em Roma como Magna Mater, a ‘Grande Mãe’), de Gea e de Rea. As deusas olímpicas da Grécia clássica tinham muitos atributos de deusa mãe, como se vê em Hera e Deméter.

Deusas romanas
A equivalente de Afrodite na mitologia romana, Vênus, foi finalmente adotada como figura de deusa mãe. Era considerada a mãe do povo romano, por ser a de seu ancestral, Eneas, e antepassado de todos os subseqüentes governantes romanos. Magna Dea é a expressão latina para ‘Grande Deusa’, e pode aludir a qualquer deusa principal adorada durante o Império Romano. O título Magna Dea podia aplicar se a uma deusa a origem de um pantão, como Juno ou Minerva, ou a uma deusa adorada monoteisticamente.

Deusas mães turcas siberianas
Umai, também conhecida como Ymai o Mai, é a deusa mãe dos turcos siberianos. É representada com sessenta tranças douradas, que parecem raios de sol.

Conceitos de deusas mãe no hinduísmo
O Rig Veda (O Livro dos Hinos, é o Primeiro Veda e, o mais importante, pois todos os outros derivaram dele.) chama o poder divino feminino de Mahimataum, termo que significa literalmente ‘mãe terra. ’

Shaktismo
Para o shaktismo, uma forma de hinduismo fortemente relacionada com as filosofias hindus de Vedanta, a Samkhya e o Tantra, Shaktí denota uma energia, que sustenta a mulher como parceira, a qual é cultuada como deusa viva.

Conceitos de deusas mães no cristianismo

Leonardo da Vinci - Madonna Litta
Muitos cristãos vêem Maria, a Theotokos (do grego Θεοτόκος), que significa “Mãe de Deus”, como uma “mãe espiritual”, já que ela preenche não apenas um papel maternal como é freqüentemente vista como uma força protetora e intercessora divina pela humanidade, mas ela não é adorada como uma “deusa mãe” divina.
A Virgem Maria recebe muitos títulos no Catolicismo, como Rainha do Céu e Stella Maris, que são familiares em tradições ocidentais mais antigas. Devido a esta correlação, protestantes freqüentemente acusam católicos de ver Maria como uma deusa, mas a Igreja Católica sempre condenou a adoração da Virgem Maria. Parte desta acusação se deve à prática católica de rezar como uma forma de comunicação, mais que como uma forma de veneração.
A bíblia se refere à Sabedoria Divina personificada (Hagia Sophia) em termos femininos. Muitos cristãos são católicos e acreditam que o Deus Pai é masculino e que Jesus era um homem. A igreja é a contraparte feminina de Deus e a noiva de Jesus.
Os Gnósticos
A Sabedoria. Nome atribuído a Maria Mãe de Jesus – Nossa Senhora. Em alguns textos de filosofia Gnóstica é utilizado como entidade feminina do início da criação do universo: “.. O Sagrado disse a ele: Eu quero que tu saibas que o Primeiro Homem é chamado O Criador (ou O que foi Gerado), Mente Auto-Aperfeiçoada. Ele refletia com a Grande Sophia, sua consorte, e revelou a primeira-criatura, filho andrógino. Seu nome masculino é designado Primeiro-Gerado, Filho de Deus, seu nome feminino: Primeira-Gerada, Sophia, Mãe do Universo, alguns a chamam de Amor.”

Wicca
Na religião Wicca acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Essa força superior é adorada sob a forma de duas divindades básicas: A Grande mãe e O Grande Pai (seu filho e consorte, o Deus Cornífero (De-Pater; Slough Feg; Gamo-Rei; Cernnunos), representa a fertilização). Esse Casal Divino representa todos os demais deuses das diversas mitologias adotadas pelos wiccanos. Como algumas tradições wiccanas seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da Wicca que diz que “Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus”.
A Deusa Mãe é a geratriz de Todo o Universo e de tudo o que ele contém, daí a frase: “Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna”. Além da Terra, outro símbolo muito importante da Deusa é a Lua, onde se manifesta de três maneiras, na forma de Deusa Tríplice, a lua nova e crescente associada a Donzela, na lua cheia a Mãe e a lua minguante a Anciã. Importante frisar neste momento a associação a Deusa Diana, senhora da Lua.