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| Eliphas Levi 1810 - 1857 |
Como bom aluno na sua carreira clerical, passou pelo diaconato para mais tarde ser ordenado sacerdote, mas não foi por muito tempo, já que acabou expulso pela igreja devido a suas idéias heréticas e por não ter mantido o voto de castidade. Nos anos posteriores Lévi sofreu em sua pele a miséria tanto material como espiritual. Arrependido ingressou em 1839 na abadia beneditina de Solermes acreditando destinado a vida monástica, mas só permaneceu interno durante um ano, o tempo suficiente para escrever secretamente sua primeira obra, "A Bíblia da Liberdade". Obra que foi considerada como perniciosa e pecaminosa pela Audiência de Paris e pela qual foi condenado a 11 meses de prisão, sendo libertado em abril de 1842. A partir de sua liberação, atraído por seu ascetismo, começa a freqüentar bibliotecas aonde descobre com admiração os segredos do hermetismo, estudando Martines de Pascually. Já admitido na magia e na maçonaria é animado pelo historiador maçônico Ragón a escrever uma de suas obras mais importantes, "Dogma e ritual de alta magia", a qual assina com duas letras hebraicas, iniciais do nome que utilizaria a partir deste momento: Eliphas Lévi, o equivalente hebraico de seu nome de nascimento, como ele próprio afirmava.
Em março de 1854 chega a Londres aonde conhece o rosa-cruz Sir Edward Bulwer Lytton (autor de Zanoni) e entre eles cresce a amizade e motivados por sua devoção pela magia se entregam juntos a experiências místicas. Lévi se retirou durante 21 dias para um templo londrino, praticando a meditação acompanhada de uma estrita dieta vegetariana e jejuando durante duas semanas para no final aparecer diante do teúrgo Apolonio de Tiana. A partir de então sua reputação de erudito e mestre cresce rapidamente e Lévi começa a se dedicar à alquimia [...]. De 1865 a 1874, Lévi foi "imperador" de uma importante sociedade secreta iniciática, "Os Irmãos Maiores da Rosacruz". Entre outras coisas, a importância de Lévi para o ocultismo é o seu acerto no desenho e sua interpretação esotérica do Baphomet. Mais, Lévi foi o primeiro a adaptar o pentagrama invertido como símbolo material ante o espiritual, do direito. Ele fez duas ilustrações do pentagrama. Na primeira, o direito (sem inversão), desenhou um homem dentro de das cinco pontas de uma estrela, simbolizando cada um de seus membros com um dos quatro elementos - terra, ar, água e fogo - estando a cabeça representada pelo espírito, os nomes Adão e Eva escritos dentro da estrela e as letras hebraicas correspondentes à palavra Yeshua ao seu redor. Chamou o desenho de "O Homem Microcósmico".
Na ilustração do pentagrama invertido Lévi desenhou dentro da estrela invertida a cabeça de uma cabra e os nomes de Samuel y Lilith dentro e a palavra Léviatan ao redor. Chamou-o de Baphomet. O Baphomet completo e famoso (também chamado de Sabbatic Goat) sentado em cima de uma esfera viria mais tarde, ilustrando a capa de seu livro "A Doutrina da Alta Magia" publicado em 1855.
Ao interpretar os pentagramas formulou pela primeira vez a diferença entre o simbolismo humano-material e o divino-espiritual. Também aportou estudos sobre os 22 arcanos maiores do tarô, associando-os as letras do alfabeto hebraico e a seus aspectos divinos. Além das obras já citadas, Lévi deixou outras obras de grande importância para o esoterismo e o ocultismo, tais como "Historia da magia", "A magia transcendental" o "A chave dos mistérios", entre outras. Suas obras influenciaram a outros grandes ocultistas como Aleister Crowley, quem proclamou ser a reencarnação de Lévi.
Eliphas Lévi, cabalista, rosa-cruz e maçom, fez de suas escrituras sua vida e de sua vida magia, sendo sem dúvida um dos ocultistas mais importantes do século XIX. Lévi faleceu em 1875 com a idade de 65 anos, não sem antes de deixar um importante legado para os amantes do ocultismo.










Uma característica comum das comemorações da semana Rusal'naia era o ritual de banimento ou o enterramento da Rusalka no final da semana, que permaneceu como entretenimento na Rússia até 1930. A palavra Rusalka originalmente se referia à dança das meninas na festa do pentecostes. A palavra é derivada de um termo grego "rosalia", o termo latino para semana de pentecostes originalmente significava "o festival das rosas".
























