16 de abril de 2010

RITUAIS SATÂNICOS E TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE

Taí um assunto que provoca incômodos em muita gente. A bem da verdade o tema provoca mais do que incômodo, provoca também a corrida de multidões aos cinemas, provoca uma verdadeira tsunami de livros publicados sobre o tema, provoca também a febre e histeria de milhões de jovens ao redor do mundo, aficionados pelo obscuro e cujos anseios de consumo de tais assuntos rende milhões talvez bilhões anualmente, esse tema provoca até postagens como essa, mas, sem mais comentários o texto abaixo retirado de um site de psiquiatria narra os acontecimentos da vida de uma mulher e rituais satânicos dos quais ela foi o "bode do sacrifício".
"... Joan Acocella conta que a paciente-estrela de um programa de tv americano, P. B., mudava de personalidade em frente à câmera para o Chicago Evening News, e acreditava ser uma sacerdotisa satânica que comia cadáveres. Afirmava que seus filhos eram membros do culto e assassinos experientes.
Os anos 80 foram cheios de rituais satânicos, muitos deles atribuídos aos Transtornos de Personalidade Múltipla. Era uma epidemia. Num livro sobre o assunto (Michelle Remembers) conta a história de uma dona de casa canadense que tinha sido torturada aos cinco anos por um culto satânico. Os satânicos quase a mataram de fome, vomitaram nela, a sodomizaram e a eletrocutaram.
Certa vez a levaram até um dique de pedra num carro arrebentado, esfregando nela pedaços de cadáveres ensangüentados. No final, a largaram dentro de um túmulo onde jogaram gatinhos mortos. Após um ano, eles a deixaram ir, e ela "esqueceu" tudo até que começaram suas sessões de hipnose com o Dr. Pazder, vinte e dois anos depois.
Em Appleton, Wisconsin, a paciente N.C. desenvolveu na terapia de Transtorno de Personalidade Múltipla, cento e vinte e seis personalidades alternantes, que incluíam um demônio e um pato! A fim de expulsar o demônio, o terapeuta submeteu-a ao exorcismo. Usou um extintor de incêndios, alegando que "Satanás costuma deixar anéis de fogo". Estas histórias e outras resultaram em acordos e indenizações multimilionárias..."

15 de abril de 2010

CASO RICKY KASSO

"Ricky Kasso era um jovem de 17 anos de idade que residia em Northport, Long Islande. Apelidaram-no de "Rei do Ácido", devido à sua afeição às drogas alucinógenas.
Em 1984, a polícia de Northport recebe uma chamada telefônica declarando que havia sido achado um corpo semi-enterrado num pequeno bosque de Aztakea. Um grupo de agentes se dirigiu ao lugar com a intenção de comprovar a veracidade da chamada, e efetivamente, nos bosques se encontrou o corpo de Gary Lauwers.
Por o elevado grau de decomposição do cadáver se estimou que devia levar ali mais de duas semanas. O homem havia sido apunhalado 32 vezes, das quais umas 22 na face. Devido ao mal estado do corpo, os agentes não poderiam assegurar o número exato de feridas, podendo ter sido um total de cortes maior ao precisado.
A polícia enfocou sua investigação sobre dos jovens bastante conhecidos no mundo policial como consumidores de drogas habituais e por cometer atos de vandalismo próprios de adolescentes. Se tratava de Ricky Kasso e seu amigo James Troiano. Os dois haviam deixado a escola secundária e se dedicavam a andar à toa pelas ruas.
Eram dos personagens curiosos, Troiano tinha o recorde de detenções por roubo, enquanto Kasso reunia detenções por casos mais estranhos, sendo a última por ter profanado uma tumba do século 19, tendo roubado um crânio e uma mão. Segundo suas declarações, pensava utilizar o material roubado num rito satânico.
Pouco depois foram postos sob custodia, e num interrogatório quase de rotina, ambos confessaram aos agentes terem cometido aquele assassinato. Diziam que tinham se unido a um grupo satânico local, conhecido como "Os Cavaleiros do Círculo Negro", o qual tinha ao redor de vinte membros e era conhecido por seus sacrifícios animais a satã.
Atribuíram ao crime parte de um rito satânico, no qual haviam extraído os olhos da vítima. Kasso declarou que estava no bosque com Lauwers e dois amigos, Quinones e Troiano. Disse que começou a sentir-se extremamente agressivo, então começou a golpear a Lauwers até perder o controle. Logo reconheceu haver sacado uma faca e apunhalado gritando "Diga que ama a satanás". Como o agredido contestava dizendo que "Não, eu só amo a minha mãe", matou-o.
Quando viu o que havia feito sentiu medo mas, nesse momento, disse ter escutado o canto de um corvo que, em sua mente, identificou como um sinal de satanás dizendo que o crime havia sido em sua homenagem, sendo um fato positivo para ele. Por outro lado, quando James Troiano foi interpelado em juízo por assassinato em segundo grau, declarou que nem o grupo de satanistas "Os Cavaleiros do Círculo Negro", nem o satanismo em geral haviam tido nada a ver com o crime.
Ele afirma ter sido apenas uma testemunha do assassinato, junto com Alberto Quinones. E, mesmo o satanismo não estando envolvido com o assassinato, admitiu que Kasso tinha um estilo de heavy metal muito duro e bastante relacionado com o satanismo, mas que as drogas haviam sido o fator principal do crime. O ato que motivou o assassinato, de fato, foi que Lauwers tinha roubado dez papelotes de droga de Kasso.
Para finalizar, em 7 de julho de 1984, Richarde Kasso se suicida na prisão de Riverheade, em Nova Iorque. Anos mais tarde, em 1992, baseado na história de Ricky Kasso, saia o filme My Sweet Satam (Meu Doce Satanás), escrita, dirigida e interpretada por Jim vam Bebber."

11 de abril de 2010

BRUXARIA OU HISTERIA (continuação)

"... Continuando a acompanhar as histéricas através dos séculos, no final da Idade média elas começaram a ser identificadas com as bruxas. A histeria passava a agregar genitália com o demônio. Aquelas criaturas femininas que curavam com poções mágicas, copulavam e faziam pactos com o demônio, entravam em transe e, como castigo, acabavam condenadas à fogueira. Segundo as ordens do papa Inocêncio VIII, em 1484, “... realmente, nos últimos tempos chegou a nossos ouvidos, o que certamente nos afligiu com amarga tristeza, que muitas pessoas, de ambos os sexos, sem pensar em sua salvação e afastando-se da Fé Católica, abandonaram-se a demônios, íncubos e súcubos. Por isso, decretamos e ordenamos que os já mencionados inquisidores tenham o poder para proceder à justa correção, ao encarceramento e ao castigo de quaisquer pessoas, sem embaraço e impedimento (...)”
Sobre o “tratamento” das bruxas-histéricas publicou-se em 1486 um famoso manual chamado Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas). Alguns trechos desse Malleus Maleficarum pode nos dar uma pálida idéia da dimensão da histeria, não apenas das pacientes mas, da sociedade à sua volta.
“.... Os carrascos aproximaram-se, então, removendo-lhe o sambenito. Ela não esboçou qualquer resistência. Quando um eles, porém, tocou o laço que prendia o largo roupão ao corpo, ela gritou e recuou. As mãos fortes dos carrascos buscaram-na incontinente, imobilizando-a. O tecido que cobria seu corpo foi retirado e sua nudez pecaminosa expôs-se aos nossos olhos piedosos, alertados para os perigos e artimanhas do inimigo do Senhor, que a fez tão bela e tão sedutora com o único propósito de ceifar almas para o fogo do inferno. Percebi, porém, que ela estava mais magra do que era antes do processo”.
Os carrascos trataram, inicialmente, de raspar-lhe todos os pêlos à procura de algum sinal de malefício. De olhos fechados, ela parecia não se importar. Penso que isso tenha pesado contra ela no julgamento do representante do bispo, muito embora ele não se manifestasse a respeito. Lamentei, como todos devem ter lamentado, que tal mulher se tivesse deixado desencaminhar, incorrendo na heresia que acabaria por levá-la a uma condenação capital, caso não se arrependesse...”
Esse manual de diagnóstico para bruxas, o Malleus Maleficarum (1487; Martelo das Bruxas), dividia-se em três partes. A primeira ensinava os juízes a reconhecerem as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os. A terceira regrava as formalidades para agir “legalmente” contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las (não necessariamente nessa ordem). Download disponível na página "Literatura".
A primeira parte do Martelo das Bruxas descreve quadros comportamentais perfeitamente compatíveis com a histeria. As maneiras de se identificar uma bruxa eram muitas, segundo o manual. Fora denúncias espontâneas e aquelas obtidas sob tortura, qualquer coisa servia como indício de bruxaria. Um ataque histérico ou epiléptico era a prova de possessão demoníaca, ser canhoto equivalia a ter feito pacto com o demônio, não comer carne de cabra, inclusive. Grave também era não ir às missas, mostrar-se inquieto, apresentar tiques nervosos, adoecer subitamente. Manchas no corpo era fatal, principalmente quando insensíveis à dor. Essas eram prova das mais válidas de ser, quem as tivesse, um servidor de Satanás.
Historicamente, um dos casos mais famosos e que relaciona visivelmente a histeria com a bruxaria, foi o julgamento e condenação de 18 ou 19 bruxas em Salem, uma cidade da Nova Inglaterra (EUA) em 1692.
Naquele ano, centenas de pessoas foram acusadas de praticar bruxaria. Entre junho e setembro, 18 pessoas foram condenadas e enforcadas e outra morreu de forma ainda mais bárbara, esmagada por pedras. Essas moças e mulheres acusadas manifestavam, todas, um forte comportamento histérico. Esse episódio foi fielmente retratado num filme chamado As Bruxas de Salem, dirigido por Nicholas Hytner, com Wynona Rider e Daniel Day-Lewis nos papéis principais.
Foi só em 5 de março de 1954 que a Câmara de Deputados do Estado de Massachusetts aprovou uma lei inocentando seis das dezenove mulheres executadas em Salem no ano de 1692. Isto equivale a um julgamento de bruxas em pleno século XX, pois se apenas seis mulheres foram absolvidas, implicitamente as outras treze tiveram sua condenação confirmada! Embora em 1957 a Comunidade de Massachusetts tenha revogado a extinção dos direitos civis das condenadas como bruxas em Salem, a que saibamos nada se fez para inocentar aquelas outras doze criaturas vítimas da intolerância (NetEstado, 1997).
Mais recente, em novembro de 2000, o Vaticano condenou exageros litúrgicos em sessões de cura. A Congregação para a Doutrina da Fé, que atualmente é o órgão do Vaticano que substituiu a Santa Inquisição, voltou a causar polêmica através de um documento sobre curas e exorcismos. O documento, de 17 páginas, está sendo visto por alguns especialistas como uma crítica à Renovação Carismática Católica, um movimento leigo, de inspiração pentecostal, que valoriza orações para cura e contra opressões do demônio.
O recente documento, assinado pelo prefeito da Congregação, cardeal Joseph Ratzinger, significa um progresso nas idéias que atrelam histeria com possessão. Embora o texto afirme que as orações dos fiéis para que Deus os cure de suas enfermidades sejam legítimas, ele ressalta que ... "qualquer coisa que se assemelhe a histeria, artificialidade, histrionismo e sensacionalismo deve ser afastada dessas práticas de cura." (O Estado de S.Paulo, 2000)..."

10 de abril de 2010

BRUXARIA OU HISTERIA

Um tema de natureza obscura sobre o qual muitas pessoas gostam de debater está relacionado às bruxas, mas diferentemente da corrente tradicional julguei fazer, dentro do possível, uma exposição mais científica e histórica do tema e por isso decidi transcrever abaixo parte de um artigo que encontrei sobre psicopatologias.
"... A histeria (neste caso será tratada como característica daquelas mulheres tidas por bruxas) sempre existiu na história humana, sempre acompanhou o ser humano desde sua introdução na vida gregária. Descrições de quadros de histeria são encontradas nos papiros egípcios que datam de 4 mil anos, como o de Kahun. O histórico documento descrevia vários sintomas encontrados em mulheres, normalmente representados por dores em diversos órgãos, variando até a impossibilidade de abrir a boca, caminhar e mexer as mãos. Na antiguidade, todos estes distúrbios eram remetidos a uma causa uterina.
Este órgão, supostamente acometido de inanição por descaso matrimonial ou crueldade do destino, deslocar-se-ia através do corpo feminino, prejudicando ora aqui ora ali o funcionamento dos diversos órgãos. O tratamento consistia em fazer o útero retornar ao seu local de origem. Essa recolocação do útero se fazia mediante a inalação de substâncias fétidas ou através de estranhas estripulias vaginais que o colocariam em seu devido lugar. ..."
Neste caso ainda não há nenhuma associação entre este quadro psicológico e a bruxaria, mas é interessante notar que a histeria e a sexualidade femina estariam associadas. Tal associação encontraria base até mesmo em Platão e Hipócrates, este último tido até hoje como patrono da medicina. E assim é descrito o tratamento de Hipócrates para histeria:

"... consistia em reconduzir o útero ao seu lugar de origem através de remédios que eram inalados e fumigações de preparados exóticos. A relação entre histeria e, digamos, preenchimento vaginal, era tão marcante que um bom remédio para os casos onde a doente perdia a voz e cerrava os dentes, seria introduzir-lhe na vagina um pessário (consolo) embebido em substâncias perfumadas até que o útero voltasse ao seu lugar [...] O tratamento preventivo, conseqüentemente, era o casamento para as jovens solteiras e o coito para as casadas, discretamente para as viúvas também..."
[...]

"Mas, a trajetória do eloqüente poder dos órgãos sexuais femininos não atravessava apenas séculos, eles se universalizavam entre as diversas culturas com, basicamente, a mesma teatralidade. Segundo Marilita Lúcia Calheiros de Castro, os Murias, um antigo povo indígena, tinham uma lenda sobre “as vaginas dentadas” das mulheres que abandonavam seus corpos para ir roer as colheitas durante a noite..."

Mas a questão é: Em que momento entram as bruxas?
Para quem já assistiu um filme clássico de bruxaria "hollywoodiana" fica latente a imagem que durante anos foi passada da bruxa como sendo uma mulher obscuramente e podemos dizer essencialmente sensual portadora de uma grande capacidade de sedução que em todos os casos relaciona-se a suas práticas mágicas e ocultas.
Apenas para citar um exemplo da promoção da imagem sensual da bruxa por Hollywood pode-se citar (embora o exemplo pudesse ser melhor) o filme The Craft (jovens bruxas).



Ao descrever a personalidade de pessoas "histéricas" o artigo em questão menciona entre outras coisas "... seu caráter afetado, exagerado, exuberante como se estivesse fingindo..." e quase toda bruxa de Hollywood o é "... Os pacientes histriônicos (nome clínico dado aos portadores dessa psicopatologia) tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações..."
"... Representar papéis é a especialidade mais eficiente da histérica, assim, com muita propriedade ela representa aquilo que mais impressiona espectadores. Vem daí a idéia de que, entre tais papeis, essas pacientes costumam ser pseudo-hiper-sexuais, retrato superficial de sua pseudo-hiperfeminilidade..."
É aí que entra a figura da bruxa clássica na história. Por exemplo seu caráter contestador poderia ser associado a heresia pela igreja bem como seu exagero de pensamentos e é claro como não deveria deixar de ser como já mencionado até aqui sua conotação extremamente sexual seria uma clara evidência de possessão demoniaca, consequencia de possíveis práticas ocultas, cabe lembrar que isto tudo ocorria numa época de grande repressão da sexualidade.
Julgamento de Bruxas (histéricas) - A expansão do saber médico acabou retirando a natureza "demoníaca" da histeria, mas não conseguiu integrá-la adequadamente em suas classificações nem em sua seriedade clínica.
Nos dias atuais a representação clássica das bruxas vem ha muito sendo desvinculada da pessoa vítima de uma neurose e antagônicamente, graças ao cinema talvez, sendo associada ao oculto, obscuro e satânico, não que em algum momento da história tenha sido diferente.

BRUXARIA OU HISTERIA -PARTE 2


8 de abril de 2010

A CONDESSA SANGRENTA (VAMPIRESA)



"Mais conhecida como "A Condessa Sangrenta", devido aos macabros e depravados crimes que cometeu, Elizabeth Bathory foi uma aristocrata húngara pertencente a uma das mais ilustres famílias da Europa. De fato desta mesma família também foram Estevam e Sigmund Bathory, que ocuparam os tronos da Polônia e da Transilvânia, respectivamente. Além disso, também vieram dessa mesma família vários dignitários do clero e alguns ministros da Hungria. Acreditavam que madame Bathory matava jovens donzelas para banhar-se em seu sangue, uma vez que acreditava que, assim fazendo, se manteria sempre jovem e bela. Dizem que chegou a assassinar perto de 650 pessoas com este propósito. Atualmente e depois das investigações, não se sabe se o propósito era realmente este, mas de qualquer forma, pode-se assegurar que cometeu realmente uma grande quantidade de crimes de extrema crueldade.




A historia de Elizabeth começa em 1560. Seu castelo se encontrava em Cachtice, cidade situada na Slovakia. Também passou parte de sua vida em Viena, onde tinha uma mansão próxima do palácio real, no centro da cidade. Ali Elizabeth fez construir uma jaula de ferro, dentro da qual torturava as jovens donzelas.




Grande parte dos investigadores atribui os maus instintos da condessa à alguma degeneração genética, devidos aos casamentos consangüíneos de sua família. De fato Elizabeth era muito propensa a ataques de epilepsia e, entre seus familiares havia numerosos antecedentes de práticas de magia negra e satanismo. Aliás seu irmão Stephem e sua tia, ambos de marcada tendência homossexual, foram conhecidos libertinos, além disso, deve-se citar o caso de sua antepassada Cara Báthory que, apesar de praticar todo tipo de aberrações sexuais, envenenou seu próprio marido.




Aos onze anos, como era costume entre algumas famílias, Elizabeth foi prometida para Ferenc Nadasdy, filho de outra família aristocrática húngara. Foi viver com a família de Ferenc, no sombrio castelo de Csejthe. Ali gostava de manter intimidades com outros moços, chegando a engravidar de um deles. Devido a este incidente aos 13 anos, teve o filho em segredo e este lhe foi tomado, casando-se dois anos depois Ferenc Nadasdy.




Ferenc, posteriormente conhecido como "O Cavaleiro Negro" por suas proezas como general no campo de batalha, era tão cruel como sua mulher. Esteve a maior parte de seu matrimônio lutando contra os turcos e quando voltava para casa, distraia-se torturando os prisioneiros.




De fato Ferenc ensinou várias técnicas de tortura a Elizabeth. Uma das técnicas de tortura preferidas por Elizabeth era introduzir finas agulhas sob as unhas de suas servas, ou simplesmente, cravá-las em sua pele. Também diziam que se divertia dando chaves ou moedas aquecidas ao fogo para queimar as mãos dessas moças, ou as atirava nuas na neve para, depois, encharcá-las com água fria até morrerem congeladas. Conta-se que Ferenc ensinou a Elizabeth como manter a disciplina de suas donzelas às custas dessas torturas.




Por Ferenc estar sempre fora de casa, Elizabeth buscou o consolo de numerosos amantes, e de ambos os sexos. Aborrecia-se facilmente com todos e vivia buscando novos divertimentos.




Depois da morte de seu marido em 1604, iniciou obsessivamente certas práticas de bruxaria. Esta prática deu à Elizabeth liberdade e criatividade para desenvolver suas próprias perversões sexuais. Segundo registros da justiça de 1611, Elisabeth foi presa por atear fogo aos pelos púbicos de uma de suas criadas.




A origem da história sobre sua utilização de sangue para fins cosméticos, foi um dia em que, depois de dar uma violenta bofetada numa criada que a estava penteando, esta começou a sangrar e seu sangue salpicou na mão da condessa. Convenceu-se de que a pele onde havia caído o sangue rejuvenesceu e, a partir daí, começou a tomar banhos de sangue humano para manter sua juventude e beleza eternamente.




Depois dessa macabra experiência cosmética começou uma orgia desenfreada de assassinatos que se prolongou por dez anos, durante os quais seus criados saiam à caça de jovens virgens da região, quando não era ela mesma que as atraia ao castelo com a promessa de emprego. Citam mais de seiscentos e cinquenta assassinatos durante esse período. No castelo as moças eram encarceradas nas masmorras à espera de serem degoladas para que seu sangue enchesse a banheira da cruel condessa.




Um dia em que a condessa esteve doente de cama, mandou que lhe trouxessem uma jovem donzela para fazer-lhe companhia, mas quando a moça se aproximou a condessa avançou sobre ela cravando-lhe os dentes no pescoço e no tronco arrancando-lhe pedaços de carne. Chegou um momento em que guardar tal número de corpos vitimados pela condessa no castelo era um grande problema. Inicialmente a condessa queria que os corpos fossem deixados sob as camas, mas o cheiro era tão insuportável que alguns empregados tomaram a iniciativa de levar esses corpos para um campo nas imediações da cidade. E foi exatamente esse esparramo de corpos sem sangue que levaram as pessoas a acreditarem na existência de vampiros.




Madame Bathory era mais rica que o próprio rei Mathias II. Por causa disso, quanto chegaram notícias do que estava ocorrendo no castelo da condessa, o rei decidiu atuar de imediato, motivado até por razões econômicas (ou despeito). Consideraram Bathory culpada de bruxaria e todas suas posses passariam diretamente ao rei.Entretanto, o conde Thurzo, encarregado do processo contra a condessa, era um grande amigo da família Bathory e acabou fazendo um trato com ela, condenando à morte com terríveis torturas seus cúmplices e ela própria acabou sendo condenada à prisão perpétua no castelo de Esei. Morreu aos 54 anos.






Inúmeros documentos demonstram a união entre a família Bathory e a família de Vade Tepes, "O Conde Drácula". De fato, um membro da família Bathory, Stephem Bathory, encabeçou o movimento que devolveu à "Drácula" o trono em 1476."