17 de outubro de 2010

Arthur Azevedo


Dramaturgo e irmão de Aluísio Azevedo. Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu no dia 7 de julho de 1855. Arthur Azevedo era o filho mais velho da família e Aluísio, o segundo filho dentre os cinco que o casal Emília e David Gonçalves tiveram.


Na imagem Artur Azevedo (à direita) com sua mãe e seu irmão Aluizio Azevedo à esquerda.




Desde cedo, Arthur Azevedo demonstrou paixão pela literatura, aos oito anos lia livros de peças teatrais da biblioteca do pai. Aos 13 anos, foi retirado da escola pelo pai e empregado no comércio. Com os colegas de trabalho, em 1869, apresentava um “teatrinho informal” na praça João Lisboa, em São Luís.
Após uma briga com admiradores de atrizes rivais é preso e demitido pelo patrão e ingressa na Secretaria de Governo. Em 1871 e 1872 publica os jornais “A Carapuça” e “O Domingo” para atacar políticos do Maranhão, o que lhe rendeu a demissão da secretaria.

Aos 18 anos, em 1873, viaja para o Rio de Janeiro, para investir na carreira de jornalista. Arranja emprego no jornal “A Reforma”, do maranhense Joaquim Serra, onde desenvolve uma forte e atuante carreira de jornalista.
Jornalista até morrer, colabora com o jornal “Correio da Manhã”, ”O Século” e revista “A Estação”. Paralelo ao seu trabalho de jornalista, mantém as atividades de dramaturgo escrevendo peças de costumes.
Em 1875, ingressou na Secretaria de Obras Viárias onde trabalha com Machado de Assis. Faz grande sucesso com a peça musical “O Mandarim”, inaugurando a tendência do teatro de revista, peças que revistavam os acontecimentos do ano anterior.
Arthur Azevedo defendeu a criação da legislação do direito autoral brasileiro, a construção, no Rio, do teatro municipal e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Morreu no dia 22 de outubro de 1908, deixou obras que foram esquecidas, mas não perdidas.

Texto Reproduzido de Fernando Rebouças











Na imagem acima proeminentes intelectuais brasileiros encenam uma jocosa réplica do quadro A Lição de Anatomia. O que está fazendo o papel do autopsiado é Arthur Azevedo.

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Um drink de sangue

Em outra postagem eu falei um pouco da jovem Bloody Mary e ao tratar desse assunto não poderia deixar de lembrar da igualmente famosa bebida homônima. Por isso mesmo decidi buscar um pouco da história desta bebida que tantas vezes vemos ocupar um certo lugar de destaque no cinema e televisão. Com seu ar de bebida vampírica não foi difícil 'trazê-la para o lado escuro da força' e então resolvi saber o quanto esta bebida é sombria.





Talvez eu pudesse dizer pouco sobre esta bebida de vermelho sangue que a enquadrasse como uma bebida obscura, uma vez que apenas essa descrição e seu nome já seriam suficientes. Por isso mesmo decidi deixar sua origem falar por si só.


A origem dessa bebida teria se dado em Paris por volta dos anos 20, a melancólica e ainda sombria Paris do pós guerra. O seu criador foi o americano Peter Petiot, do Harrys New York Bar, da Rue Doneau. Um dos objetivos, segundo se conta, era levar para os Estados Unidos a bebida porque esta poderia ser tomada disfarçadamente fugindo assim dos olhos da Lei Seca, era a época da ilegalidade das vielas escuras, dos sussurros que convidavam ao soturno mundo da marginalidade. E foi basicamente assim que a bebida agora impregnada de significados proibidos chegou à fama.



Porém, para aqueles que acham exagerado o nome atual da bebida, "Bloody Mary", poderiam ficar ainda mais surpresos ao saber que seu nome original era "Bucket of blood" (balde de sangue), apenas em 1934, quando passou a ser preparada também nos Estados Unidos, a mistura recebeu o nome atual, mais precisamente no bar do Hotel St. Regis Sheraton, na esquina da rua 55 com a 5ª avenida, em Nova York. Segundo a versão mais aceita, o nome seria uma referência à rainha Mary I, da Inglaterra, que devido a implacável perseguição aos protestantes puritanos, no período da restauração do catolicismo apostólico romano, no século XVI, tornou-se conhecida pelo apelido de Bloody Mary ou Mary, a sanguinária, em épocas recentes a referência histórica deu lugar ao sedutor fascínio da jovem poltergeist dos espelhos, Mary.



Ora! depois de falar tanto desta bebida rubra nada mais justo do que compartilhar com os leitores o seu modo de preparo. Algumas medidas e ingredientes podem variar de acordo com o gosto de quem a prepara. Então aí vai.



Bloody Mary


Ingredientes: 1 dose de vodka (60 ml),


3 doses de suco de tomate (75 ml),


1 lance de suco de limão (10 ml),


sal e pimenta do reino e molho inglês (a gosto).


tabasco (1 gota).




Modo de fazer: coloque a vodka e os sucos em um copo grande, com quatro pedras de gelo. mexa bem e tempere a gosto. sirva em copo um baixo, de boca larga, chamado Old-fashioned.

16 de outubro de 2010

Bloody Mary (Mary Ensangüentada)

Diversas versões já surgiram para explicar esta que se tornou uma das lendas urbanas mais conhecidas do mundo e das mais reproduzidas pelo cinema e televisão. Em algumas a jovem Mary é uma moça muito bela e simples de pele alva, olhos azuis e cabelos ruivos que trabalhava em uma grande mansão onde sua beleza era notada por todos inclusive pelo seu senhor o que causava a ira de sua senhora. Fora essa ira que fizera com que num determinado dia a jovem Mary fosse enviada por sua senhora à um grande salão de festas e ali cercada de imensas paredes espelhadas que deveriam ser limpas, Mary teria sido vítima da ira da mulher. Mary teria se assustado com sua senhora, que propositalmente havia criado aquela situação, com o susto Mary teria caído sobre a parede de espelhos. Como resultado Mary foi retalhada pelos estilhaços do imenso espelho. Mary, no entanto, não morreu naquele instante, sua senhora sabia disso e a teria deixado lá sangrando até a morte no dia seguinte.



O restante da história nós já conhecemos, ou seja toda vez que alguém profere o nome "Bloody Mary" três vezes diante de um espelho o espírito da mesma aparece e se vinga arrancando os olhos de seu conjurador. Outra versão diz que Mary foi uma bruxa executada cujo seu espírito fora condenado a vagar pelos espelhos. Ainda outra versão conta que ela era apenas uma garota vaidosa e fútil que teve uma morte violenta diante de um espelho e sua alma ficou presa e cheia de ódio no espelho. Nestas outras versões Mary é uma mulher de longos cabelos negros, rosto desfigurado (sua característica mais marcante) e olhos vermelhos como sangue, além das características físicas os nomes também mudam de acordo com a região onde a lenda se firma. A doce Mary já foi chamada de Bruxa do Espelho, Maria Sangrenta, Maria Sanguinária (versão oriental) e Loira do Banheiro segundo a versão brasileira. Aqui eu me dou a liberdade de sugerir um novo nome para ela que é o do título acima "Mary Ensangüentada".


Como toda maldição também há uma forma de esconjurar este espírito funesto, a lenda sugere duas formas de se fazer isso, uma seria destruindo o "espelho-sarcófago" de Mary a outra é fazer com que ela veja seu próprio reflexo em um espelho.

12 de outubro de 2010

Biografia de William Blake

William Blake nasceu em 23 de novembro de 1757 e morreu em 12 de agosto de 1827. Ele foi um pintor e poeta da Inglaterra. O trabalho de William Blake era considerado extraordinário e místico por muitos de seus pares, incluindo William Wordsworth. Infelizmente, Blake nunca ganhou reconhecimento por seu trabalho, enquanto ele estava vivo.
Hoje, Blake é considerado um dos maiores poetas românticos que viveram. Um jornal britânico publicou que, de longe, Blake foi o maior poeta que a Inglaterra já produziu. A falta de reconhecimento do seu trabalho foi atribuído à sua maneira profética de discurso e também experiências místicas que ele afirma ter tido. Isso fez com que as pessoas pensam que ele era delirante.
Sua pintura e poesia são consideradas como das maiores das obras durante o movimento romântico na poesia em si. Ele teve várias visões idiossincráticas e houve muita criatividade e misticismo em seu trabalho. A Igreja da Inglaterra, no entanto, rejeitou as suas obras e negou reconhecê-las, porque várias vezes ele questionou a própria existência da humanidade.
Blake foi também muito estudioso. Ele aprendeu várias línguas como o grego, latim, hebraico e francês apenas para que ele pudesse ler as poesias em suas línguas originais. Ele também teve um grande impacto sobre a Revolução Francesa e a Revolução Americana, através de seu trabalho.
É muito difícil classificar o trabalho de Blake, como pertencente a qualquer gênero, uma vez que os sentimentos evocados falta de leitores. Vários grandes autores teriam lido e cobiçado seu trabalho dentro de seus próprios. Os gostos de William Rossetti e Peter Marshall sempre elogiaram Blake pela sua criatividade e estilo, mas também disseram que seu trabalho não poderia ser classificado nem poderia ser substituído.






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O Matrimônio do Céu e do Inferno



3 de outubro de 2010

Algernon [Henry] Blackwood - O "Homem-Fantasma"

Algernon Henry Blackwood nasceu em 1869 em "Shooter´s Hill",Kent na Inglaterra, de origens nobres, a mãe era a duquesa de Manchester, e seu pai Sir Stevenson Arthur Blackwood, secretário do tesouro e posterior administrador do correio real. Criado em um ambiente de rígida educação evangélica no "Wellington College", se afasta logo de sua família, mudando diversas vezes de residência e executando diversos trabalhos como: jornalista em New York, fazendeiro, hoteleiro no Canadá, viajou para a Alemanha para estudar (onde com um amigo de classe se interessou pelo hinduísmo), entre outras coisas...
No ano de 1899, cansado de suas aventuras, volta a Inglaterra já com 31 anos e se interessa pelo o gênero horror e pela literatura. Seu primeiro livro de contos, "The Empty House and Other Ghost Stories", foi publicado em 1906, e tem imediato sucesso. A mistura de elementos fantásticos com realistas, a cuidadosa descrição da realidade em que ambientava suas histórias, e a habilidade de saber desenvolver a atmosfera, foi a chave de tal êxito. Tanto foi que no ano seguinte publica outro livro: "The Listener and Other Stories" e em 1908 é a vez de “John Silence Physician Extraordinary”, "The Lost Valley and Other Stories (1910), "The Dance of Death and Other Stories" (1927), "Tales of Uncanny and Supernatural" (1949), e "Tales of Terror and the Unknow" - coletânea póstuma de 1965, contendo alguns contos inéditos.
Admirado por H.P. Lovecraft, que disse sobre seu conto "The Willows" (1907) ser "o melhor do conto do sobrenatural jamais escrito", a temática preferida de Blackwood é análise irregular entre o homem comum e o outro meio, como disse o próprio autor "a parte escondida da realidade", para revelar sua existência o autor se servil de fantasmas, "The Listener" (1907) e "The Woman Ghost Story" (1907), e monstruosidades, "Running Wolf" (1920) e "The Valley of the Beasts" (1949), "May Day Eve" (1907). Das suas buscas acerca do sobrenatural resultam-se também cuidadosas investigações sobre da psicologia humana como observado no na sua obra "John Silence Physician Extraordinary". Vale salientar sobre este ponto que Blackwood em dado momento de sua vida foi membro da ordem esotérica "Golden Dawn" de Aleister Crowley, a mesma que Arthur Machen fez parte.
Quando estoura a Primeira Guerra mundial o mesmo se alista no exército britânico. Depois da guerra ele retorna a Kent para escrever.

Aos 82 anos, ele foi convidado para ler na televisão uma história de terror na noite de "Halloween". Usando duas câmeras e dois cenários iguais o diretor do programa conseguiu um feito extraordinário para aquele ano de 1947: fez Blackwood desaparecer, deixando para os telespectadores apenas sua voz em off e sua cadeira vazia ocupando a telinha. No dia seguinte, a repercussão na Inglaterra foi retumbante. Em 1949 recebe uma medalha da associação televisiva e é ordenado cavaleiro do Império Britânico. Por estas e outras fica conheçido com o "Homen-Fantasma". Estes fatos acabaram marcando também um dos últimos momentos de glória da carreira desse que foi considerado um dos maiores autores de horror do começo do século XX, hoje em dia, praticamente esquecido.
Segundo Peter Penzoldt, autor de The Supernatural in Fiction (1952), o melhor trabalho crítico sobre a Weird Tales, Blackwood conheçia a obra de Lovecraft, e embora admirasse este jovem escritor disse que em seus contos faltava o 'terror espiritual', coisa que segundo ele, considerava muito importante em seus próprios trabalhos.
Blackwood faleceu no ano de 1951 em Londres.



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The Extra Day (inglês);
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The Human Chord (inglês);
Karma (inglês);
The Wendigo (inglês).