
e David Gonçalves tiveram. Desde cedo, Arthur Azevedo demonstrou paixão pela literatura, aos oito anos lia livros de peças teatrais da biblioteca do pai. Aos 13 anos, foi retirado da escola pelo pai e empregado no comércio. Com os colegas de trabalho, em 1869, apresentava um “teatrinho informal” na praça João Lisboa, em São Luís.
Após uma briga com admiradores de atrizes rivais é preso e demitido pelo patrão e ingressa na Secretaria de Governo. Em 1871 e 1872 publica os jornais “A Carapuça” e “O Domingo” para atacar políticos do Maranhão, o que lhe rendeu a demissão da secretaria.
Aos 18 anos, em 1873, viaja para o Rio de Janeiro, para investir na carreira de jornalista. Arranja emprego no jornal “A Reforma”, do maranhense Joaquim Serra, onde desenvolve uma forte e atuante carreira de jornalista.
Jornalista até morrer, colabora com o jornal “Correio da Manhã”, ”O Século” e revista “A Estação”. Paralelo ao seu trabalho de jornalista, mantém as atividades de dramaturgo escrevendo peças de costumes.
Em 1875, ingressou na Secretaria de Obras Viárias onde trabalha com Machado de Assis. Faz grande sucesso com a peça musical “O Mandarim”, inaugurando a tendência do teatro de revista, peças que revistavam os acontecimentos do ano anterior.
Arthur Azevedo defendeu a criação da legislação do direito autoral brasileiro, a construção, no Rio, do teatro municipal e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Morreu no dia 22 de outubro de 1908, deixou obras que foram esquecidas, mas não perdidas.

Na imagem acima proeminentes intelectuais brasileiros encenam uma jocosa réplica do quadro A Lição de Anatomia. O que está fazendo o papel do autopsiado é Arthur Azevedo.






