17 de outubro de 2010

Um drink de sangue

Em outra postagem eu falei um pouco da jovem Bloody Mary e ao tratar desse assunto não poderia deixar de lembrar da igualmente famosa bebida homônima. Por isso mesmo decidi buscar um pouco da história desta bebida que tantas vezes vemos ocupar um certo lugar de destaque no cinema e televisão. Com seu ar de bebida vampírica não foi difícil 'trazê-la para o lado escuro da força' e então resolvi saber o quanto esta bebida é sombria.





Talvez eu pudesse dizer pouco sobre esta bebida de vermelho sangue que a enquadrasse como uma bebida obscura, uma vez que apenas essa descrição e seu nome já seriam suficientes. Por isso mesmo decidi deixar sua origem falar por si só.


A origem dessa bebida teria se dado em Paris por volta dos anos 20, a melancólica e ainda sombria Paris do pós guerra. O seu criador foi o americano Peter Petiot, do Harrys New York Bar, da Rue Doneau. Um dos objetivos, segundo se conta, era levar para os Estados Unidos a bebida porque esta poderia ser tomada disfarçadamente fugindo assim dos olhos da Lei Seca, era a época da ilegalidade das vielas escuras, dos sussurros que convidavam ao soturno mundo da marginalidade. E foi basicamente assim que a bebida agora impregnada de significados proibidos chegou à fama.



Porém, para aqueles que acham exagerado o nome atual da bebida, "Bloody Mary", poderiam ficar ainda mais surpresos ao saber que seu nome original era "Bucket of blood" (balde de sangue), apenas em 1934, quando passou a ser preparada também nos Estados Unidos, a mistura recebeu o nome atual, mais precisamente no bar do Hotel St. Regis Sheraton, na esquina da rua 55 com a 5ª avenida, em Nova York. Segundo a versão mais aceita, o nome seria uma referência à rainha Mary I, da Inglaterra, que devido a implacável perseguição aos protestantes puritanos, no período da restauração do catolicismo apostólico romano, no século XVI, tornou-se conhecida pelo apelido de Bloody Mary ou Mary, a sanguinária, em épocas recentes a referência histórica deu lugar ao sedutor fascínio da jovem poltergeist dos espelhos, Mary.



Ora! depois de falar tanto desta bebida rubra nada mais justo do que compartilhar com os leitores o seu modo de preparo. Algumas medidas e ingredientes podem variar de acordo com o gosto de quem a prepara. Então aí vai.



Bloody Mary


Ingredientes: 1 dose de vodka (60 ml),


3 doses de suco de tomate (75 ml),


1 lance de suco de limão (10 ml),


sal e pimenta do reino e molho inglês (a gosto).


tabasco (1 gota).




Modo de fazer: coloque a vodka e os sucos em um copo grande, com quatro pedras de gelo. mexa bem e tempere a gosto. sirva em copo um baixo, de boca larga, chamado Old-fashioned.

16 de outubro de 2010

Bloody Mary (Mary Ensangüentada)

Diversas versões já surgiram para explicar esta que se tornou uma das lendas urbanas mais conhecidas do mundo e das mais reproduzidas pelo cinema e televisão. Em algumas a jovem Mary é uma moça muito bela e simples de pele alva, olhos azuis e cabelos ruivos que trabalhava em uma grande mansão onde sua beleza era notada por todos inclusive pelo seu senhor o que causava a ira de sua senhora. Fora essa ira que fizera com que num determinado dia a jovem Mary fosse enviada por sua senhora à um grande salão de festas e ali cercada de imensas paredes espelhadas que deveriam ser limpas, Mary teria sido vítima da ira da mulher. Mary teria se assustado com sua senhora, que propositalmente havia criado aquela situação, com o susto Mary teria caído sobre a parede de espelhos. Como resultado Mary foi retalhada pelos estilhaços do imenso espelho. Mary, no entanto, não morreu naquele instante, sua senhora sabia disso e a teria deixado lá sangrando até a morte no dia seguinte.



O restante da história nós já conhecemos, ou seja toda vez que alguém profere o nome "Bloody Mary" três vezes diante de um espelho o espírito da mesma aparece e se vinga arrancando os olhos de seu conjurador. Outra versão diz que Mary foi uma bruxa executada cujo seu espírito fora condenado a vagar pelos espelhos. Ainda outra versão conta que ela era apenas uma garota vaidosa e fútil que teve uma morte violenta diante de um espelho e sua alma ficou presa e cheia de ódio no espelho. Nestas outras versões Mary é uma mulher de longos cabelos negros, rosto desfigurado (sua característica mais marcante) e olhos vermelhos como sangue, além das características físicas os nomes também mudam de acordo com a região onde a lenda se firma. A doce Mary já foi chamada de Bruxa do Espelho, Maria Sangrenta, Maria Sanguinária (versão oriental) e Loira do Banheiro segundo a versão brasileira. Aqui eu me dou a liberdade de sugerir um novo nome para ela que é o do título acima "Mary Ensangüentada".


Como toda maldição também há uma forma de esconjurar este espírito funesto, a lenda sugere duas formas de se fazer isso, uma seria destruindo o "espelho-sarcófago" de Mary a outra é fazer com que ela veja seu próprio reflexo em um espelho.

12 de outubro de 2010

Biografia de William Blake

William Blake nasceu em 23 de novembro de 1757 e morreu em 12 de agosto de 1827. Ele foi um pintor e poeta da Inglaterra. O trabalho de William Blake era considerado extraordinário e místico por muitos de seus pares, incluindo William Wordsworth. Infelizmente, Blake nunca ganhou reconhecimento por seu trabalho, enquanto ele estava vivo.
Hoje, Blake é considerado um dos maiores poetas românticos que viveram. Um jornal britânico publicou que, de longe, Blake foi o maior poeta que a Inglaterra já produziu. A falta de reconhecimento do seu trabalho foi atribuído à sua maneira profética de discurso e também experiências místicas que ele afirma ter tido. Isso fez com que as pessoas pensam que ele era delirante.
Sua pintura e poesia são consideradas como das maiores das obras durante o movimento romântico na poesia em si. Ele teve várias visões idiossincráticas e houve muita criatividade e misticismo em seu trabalho. A Igreja da Inglaterra, no entanto, rejeitou as suas obras e negou reconhecê-las, porque várias vezes ele questionou a própria existência da humanidade.
Blake foi também muito estudioso. Ele aprendeu várias línguas como o grego, latim, hebraico e francês apenas para que ele pudesse ler as poesias em suas línguas originais. Ele também teve um grande impacto sobre a Revolução Francesa e a Revolução Americana, através de seu trabalho.
É muito difícil classificar o trabalho de Blake, como pertencente a qualquer gênero, uma vez que os sentimentos evocados falta de leitores. Vários grandes autores teriam lido e cobiçado seu trabalho dentro de seus próprios. Os gostos de William Rossetti e Peter Marshall sempre elogiaram Blake pela sua criatividade e estilo, mas também disseram que seu trabalho não poderia ser classificado nem poderia ser substituído.






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O Matrimônio do Céu e do Inferno



3 de outubro de 2010

Algernon [Henry] Blackwood - O "Homem-Fantasma"

Algernon Henry Blackwood nasceu em 1869 em "Shooter´s Hill",Kent na Inglaterra, de origens nobres, a mãe era a duquesa de Manchester, e seu pai Sir Stevenson Arthur Blackwood, secretário do tesouro e posterior administrador do correio real. Criado em um ambiente de rígida educação evangélica no "Wellington College", se afasta logo de sua família, mudando diversas vezes de residência e executando diversos trabalhos como: jornalista em New York, fazendeiro, hoteleiro no Canadá, viajou para a Alemanha para estudar (onde com um amigo de classe se interessou pelo hinduísmo), entre outras coisas...
No ano de 1899, cansado de suas aventuras, volta a Inglaterra já com 31 anos e se interessa pelo o gênero horror e pela literatura. Seu primeiro livro de contos, "The Empty House and Other Ghost Stories", foi publicado em 1906, e tem imediato sucesso. A mistura de elementos fantásticos com realistas, a cuidadosa descrição da realidade em que ambientava suas histórias, e a habilidade de saber desenvolver a atmosfera, foi a chave de tal êxito. Tanto foi que no ano seguinte publica outro livro: "The Listener and Other Stories" e em 1908 é a vez de “John Silence Physician Extraordinary”, "The Lost Valley and Other Stories (1910), "The Dance of Death and Other Stories" (1927), "Tales of Uncanny and Supernatural" (1949), e "Tales of Terror and the Unknow" - coletânea póstuma de 1965, contendo alguns contos inéditos.
Admirado por H.P. Lovecraft, que disse sobre seu conto "The Willows" (1907) ser "o melhor do conto do sobrenatural jamais escrito", a temática preferida de Blackwood é análise irregular entre o homem comum e o outro meio, como disse o próprio autor "a parte escondida da realidade", para revelar sua existência o autor se servil de fantasmas, "The Listener" (1907) e "The Woman Ghost Story" (1907), e monstruosidades, "Running Wolf" (1920) e "The Valley of the Beasts" (1949), "May Day Eve" (1907). Das suas buscas acerca do sobrenatural resultam-se também cuidadosas investigações sobre da psicologia humana como observado no na sua obra "John Silence Physician Extraordinary". Vale salientar sobre este ponto que Blackwood em dado momento de sua vida foi membro da ordem esotérica "Golden Dawn" de Aleister Crowley, a mesma que Arthur Machen fez parte.
Quando estoura a Primeira Guerra mundial o mesmo se alista no exército britânico. Depois da guerra ele retorna a Kent para escrever.

Aos 82 anos, ele foi convidado para ler na televisão uma história de terror na noite de "Halloween". Usando duas câmeras e dois cenários iguais o diretor do programa conseguiu um feito extraordinário para aquele ano de 1947: fez Blackwood desaparecer, deixando para os telespectadores apenas sua voz em off e sua cadeira vazia ocupando a telinha. No dia seguinte, a repercussão na Inglaterra foi retumbante. Em 1949 recebe uma medalha da associação televisiva e é ordenado cavaleiro do Império Britânico. Por estas e outras fica conheçido com o "Homen-Fantasma". Estes fatos acabaram marcando também um dos últimos momentos de glória da carreira desse que foi considerado um dos maiores autores de horror do começo do século XX, hoje em dia, praticamente esquecido.
Segundo Peter Penzoldt, autor de The Supernatural in Fiction (1952), o melhor trabalho crítico sobre a Weird Tales, Blackwood conheçia a obra de Lovecraft, e embora admirasse este jovem escritor disse que em seus contos faltava o 'terror espiritual', coisa que segundo ele, considerava muito importante em seus próprios trabalhos.
Blackwood faleceu no ano de 1951 em Londres.



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The Centaur (inglês);
The Damned (inglês);
The Extra Day (inglês);
Four Weird Tales (inglês);
The Human Chord (inglês);
Karma (inglês);
The Wendigo (inglês).

Vida e Obra de Lord Byron

George Gordon Noel Byron nasceu em 22 de janeiro de 1788, em Londres. Apesar de nascer em família rica, seu pai, Capitão John Byron, era um "bon-vivant" que destruiu toda a riqueza. Sua mãe, Catherine Gordon Byron, vinha da família dos Gordons escocês, uma família tradicional e muito conhecida por sua ferocidade e violência. Havia, junto com a esposa, imigrado para a França para fugir das cobranças de credores. Porém, como ela não queria que seu rebento nascesse em solo francês, não hesitou em voltar à ilha da rainha. John ficou e encontrou abrigo na casa de sua irmã. Em 1791, ele encontrou a morte, aparentemente por suicídio, aos 36 anos. Logo após o nascimento de Byron, sua mãe o levou para a Aberdeen, Escócia, onde uma deformidade em seu pé logo ficou evidente.
Ganhou botas especiais e passou por inúmeros tratamentos mas logo deixou estas dolorosas experiências para trás. O pequeno George vivia mergulhado em leituras, com atenção especial para a história de Roma. Mas sua infância não se resumia a isto. Ele era marcado pelo amor. Aos sete anos, Byron se apaixonou perdidamente por sua prima, Mary Duff. Aos nove, sua babá o introduziu aos prazeres da carne.
Com 10 anos, Byron herda o título nobiliárquico de um tio-avô, tornando-se o sexto Lord Byron. As finanças minguavam. Tudo o que remetia ao nome dos Byron era motivo de processos por dívidas. O pequeno Byron foi enviado para a academia do doutor Glennie, em Dulwich, e logo em seguida, para Harrow. Durante um Natal, ele retornou para Newstead, que havia sido alugada por Lorde Ruthyn, que o iniciou no bissexualismo. Apaixonou-se perdidamente por Mary Ann Chaworth, uma vizinha. Ficou tão obcecado que se recusou a voltar. Ruthyn praticamente o obrigou a retornar.
Em sua adolescência, Byron foi tomando consciência de seu poder. Possuidor de carisma, beleza e poder de sedução, ele logo começou a aproveitar seus dons. Envolveu-se com colegas, empregadas, professores, prostitutas e garotas que adoravam um título de nobreza.
Em 1805, Byron teve um grande choque. Mary Ann casou-se. Logo, ele se torna mais rebelde ainda. Arrumou um emprego em Cambridge mas nunca trabalhava, já que esta era a moda para os descolados da época. Era o tédio, o "spleen". Era a forma que os, então, românticos viviam a vida, e da qual Byron foi o mestre supremo. Escrevia versos e mais versos e gastava muito dinheiro. Após entrar na "Trinity College" de Cambridge, em 1807, publica seu primeiro livro de poesia, Hours of Idleness (Horas de ócio), mal recebido pela crítica da prestigiosa Edinburgh Review. Byron respondeu com o poema satírico English Bards and Scotch Reviewers (Bardos ingleses e críticos escoceses), em 1809.
Em 1811, publica os dois primeiros cantos de Childe Harold's Pilgrimage (Peregrinação de Childe Harold), longo poema em que narra as andanças e amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo em que descreve a natureza da península ibérica, Grécia e Albânia. A obra alcançou sucesso imediato e sua fama se consolidou com outros trabalhos, principalmente The Corsair (O Corsário) em 1814 e Lara no mesmo ano; além de The Siege of Corinth (O Cerco de Corinto) em 1816. Nesses poemas, de enredos exóticos, Byron confirmou seu talento para a descrição de ambientes.
Em 1815 casa-se com Anne Milbanke. Muda-se para a Suíça em 1816, após o divórcio de Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh. Na Suíça escreve o canto III de Childe Harold's Pilgrimage, The Prisoner of Chillon (O prisioneiro de Chillon) e o poema dramático Manfred, enigmático e demoníaco. Em Genebra vive com Claire Clairmont e faz-se amigo de Shelley. Passam horas discutindo filosofias e poesias. Navegavam pelo lago e visitam os cenários da Nova Heloísa, de Rousseau. Chegaram, inclusive, a trocar rosas e carícias.
Numa noite chuvosa em Diodati, o grupo decidiu compor histórias macabras. Nasceu ali Frankenstein de Mary Shelley e O Vampiro de Polidori.
Compôs então, em 1818, o canto IV de Childe Harold's Pilgrimage e Beppo - A Venetian Story (Beppo - Uma história veneziana), poema em oitava-rima, de tom ligeiro e cáustico, em que ridiculariza a alta sociedade de Veneza. Em 1819 começou o poema herói-cômico Don Juan, sátira brilhante e atrevida, à maneira do século XVIII, que deixaria inacabada. No mesmo ano ligou-se à condessa Teresa Guiccioli, seguindo-a a Ravena onde, juntamente com o irmão dela, participou das conspirações dos carbonários.
Em novembro de 1821, tendo fracassado o movimento revolucionário dos carbonários, Byron partiu para Pisa. Em 1822 fundou, com Leigh Hunt, o periódico The Liberal. Foi a seguir para Montenegro e daí para Gênova. Nomeado membro do comitê londrino pela independência da Grécia, embarcou para aquele país em 15 de julho de 1823, a fim de combater ao lado dos gregos, os turcos, onde escreveu o drama The Deformed Transformed (O Deformado Transformado), em 1824.




Passou quatro meses em Cefalônia e viajou para Missolonghi, onde morreu em 19 de abril de 1824, após contrair uma misteriosa febre.




(Na imagem estátua de Lord Byron em Villa Borghese, Roma)


A obra e a personalidade romântica de Lord Byron tiveram, no início do século XIX, grande projeção no panorama literário europeu e exerceram enorme influência em seus contemporâneos, por representarem o melhor da sensibilidade da época, conferindo-lhe muito de sedução e elegância mundana. Lord Byron teve uma vida pessoal bastante conturbada: na juventude foi acusado de abuso sexual pela prima, homossexualismo e também foi um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha. Em meio a toda essa agitação existencial, que se tornou o paradigma do homem romântico que busca a liberdade, Byron escreveu uma obra grandiloqüente e passional. Encantou o mundo inicialmente com seus poemas narrativos folhetinescos, em que não faltam elementos autobiográficos, como Childe Harold's Pilgrimage, e depois o assustou com a faceta satírica e satânica que apresenta em poemas como Don Juan. Foi um dos principais poetas ultra-românticos. O cinismo e o pessimismo de sua obra haveriam de criar, juntamente com sua mirabolante vida, uma legião de jovens poetas "byronianos" por todo o mundo, chegando até o Brasil na obra de grandes escritores, como Álvares de Azevedo.



Texto retirado do site: Spectrumgothic





Uma taça feita de um crânio humano

(fragmento)

_ Lord Byron.
Traduzido por Castro Alves.

[...]Where once my wit, perchance, hath shone,
In aid of others' let me shine;
And when, alas! our brains are gone,
What nobler substitute than wine?[...]
.......................................



[...]Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
...Podeis de vinho o encher![...]







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Uma taça feita de um crânio humano (português)

Manfredo (espanhol)
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Don Juan (inglês)
Childe Harold's Pilgrimage (inglês)
Fugitive Pieces (inglês)

BIOGRAFIA E CORRESPONDÊNCIAS.
Life of Lord Byron,With His Letters And Journals, Vol. 5 (inglês)